Os comerciantes não querem vender. E eu não quero comprar onde não sou bem atendido.

Um dos problemas mais comuns aqui em João Monlevade é o atendimento. Enquanto a cabeça do comerciante for reservar vaga com caixote e placas, conforme denunciado pelo Célio Lima e Marcelo Melo, Eliane Dias, Marcos Martino e outros, eles simplesmente estão perdendo clientes mais conscientes. E enquanto a avenida não tiver calçadas decentes, não terão muito do meu apreço. Não para as compras cuja opção de compra está dentro dos meus critérios, como roupas e calçados. Não, o comércio de Monlevade é terrivelmente lerdo em entender que o cliente hoje não quer gastar mais onde não é bem atendido.

E não é por falta de inciativa de capacitação por parte da ACIMON. A entidade sempre tem trago excelentes cursos. Se os comerciantes não mandam seus vendedores é por puro desconhecimento do que é bom atendimento. Muito do que se é feito e muito do que se tem no discurso dos comerciantes não se mostra verdadeiro. E com isto, a cidade deixa de atrair muito mais clientes do que poderia ter.

Quer um case de atendimento no comércio em que a visão é a excelência no atendimento? Vá no supermercado Verde Mar, em BH. Se você perguntar para qualquer funcionário, mesmo que eles esteja ocupado, onde fica um determinado produto, o funcionário para imediatamente o que está fazendo e te conduz ao lugar correto. E sempre com educação, sem cara emburrada.  Mesmo que esteja a 1 prateleira de distância. Quer comprovar? Vá lá e teste.

Comerciantes, pensem bastante. E vamos subindo a montanha.

Segurança pública, educação e saúde. O estado não se faz eficiente.

Recomedo a leitura do meu amigo blogueiro Célio Lima (leia aqui). Infelizmente, este tripé não se faz eficiente. Não se fiscaliza, não se prepara, não se cobra. Principalmente obras. A maioria dos hospitais públicos, escolas públicas, delegacias e presídios são tão ruins e deficitários em infra-estrutura que simplesmente não se pode imputar recuperação ou melhoria. O estado abandonou o sistema carcerário. Hospitais públicos vivem em crise. Escolas públicas em sua maioria estão tão feias que quase ninguém se sente estimulado a ir lá. Não, não existe dignidade nos hospitais, cadeias e escolas. Dignidade física. Gasta-se muito para as reformas, mas quantos presídios estão sendo construídos? Quantas escolas estão sendo reformadas? Quantos hospitais recebendo equipamentos de diagnóstico e tratamento adequados?

O estado é muito hábil em arrecadar. Temos uma tecnologia de receita federal que faz inveja em muito país de primeiro mundo. Cruza-se dados de quase tudo. Mas você não consegue cruzar os dados das obras públicas. E olha que depois da famosa lei das licitações, eu sinceramente tinha esperanças que a coisa ia melhorar. Não. Não melhorou.

E nós continuamos a votar nos representantes feudais. E não tem monhtanha para subir.

Boa notícia, que precisa ser compartilhada aos gestores públicos

Para subsidiar a execução do Projeto Cidades Digitais, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) abre nesta terça-feira, 24, consulta pública para auxiliar as cidades brasileiras na aquisição de soluções de gestão municipal. A proposta é ter uma participação da sociedade sobre como otimizar a compra, pelos municípios, de serviços relacionados aos aplicativos disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Durante a consulta será debatido o termo de referência para contratação de serviços de software público voltados para a administração das cidades.

De acordo com o secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Delfino Natal de Souza, esta é uma oportunidade de modernização para a prefeitura por meio da contratação de serviços de implementação de processos eletrônicos. “O objetivo principal da consulta pública é propiciar aos municípios uma melhora na prestação de serviços ao cidadão”, complementa o secretário.

As soluções disponibilizadas no SPB são gratuitas e podem ser utilizadas pelas prefeituras sem licenciamento. Ao utilizar o termo de referência elaborado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) em seus editais, os gestores públicos poderão contratar serviços de implantação, treinamento, suporte, migração e hospedagem dos softwares que estão no portal.

As soluções que poderão ser adquiridas estão relacionadas aos seguintes aplicativos: e-NOTA; e-ISS; i-EDUCAR; e os módulos de área financeira, tributária, patrimonial, recursos humanos, educação e saúde da solução e-CIDADE.

A consulta pública é uma iniciativa do ministério alinhada à Política Nacional de Desenvolvimento dos Municípios. As críticas e sugestões podem ser enviadas até o dia 6 de fevereiro.

Acesse a consulta pública através do seguinte endereço: https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/consultas.do?acao=exibir&id=104

Fonte: Ministério do Planejamento

Um pouco de música para agradar o início de dia

httpv://www.youtube.com/watch?v=HdJ6tnijZHo

Quanto custa o nosso judiciário?

Está aí uma caixa preta que gostaria de desvendar.  Ao mesmo tempo em que se fala muito no poder, na estrutura e na independência, não se conhece realmente o tamanho do custo do judiciário. Os números e dados são tão raros que é quase impossível ver onde reside a “torneira” do gasto. Não se sabe se é na lentidão, no ritual cheio de particularidades ou de outras esferas.

Existe realmente a necessidade de se aumentar a transparência sobre a gestão do judiciário. Mas até que ponto existe a necessidade de se tratar a coisa jurídica como algo tão hermético que quase beira a uma sociedade secreta.

Se algum colega blogueiro, como o Fernando Garcia ou Célio Lima, mais acostumados com os meandros desta esfera puderem me ajudar a entender, agradeço!

Verba na saúde é suficiente?

Vamos partir do princípio que não. Nem o estado tem todos os recursos, nem a federação tem todos os recursos, nem o município. Sempre vai faltar dinheiro. O modelo de negócio e pagamento na área de saúde é muito complexo de se entender. Existe um verdadeiro leilão salarial. E as pessoas preferem pagar 120 reais numa escova do que numa consulta.

O modelo de remuneração por tabelas, por execução (que é o vigente na maioria das empresas) é oneroso para quem contrata o serviço. Existe uma tendência em algumas empresas de plano de saúde pagarem por performance, valorizando não o serviço, mas o resultado. Existe ainda uma discussão muito grande, pois este modelo acaba colidindo com o princípio de autonomia do médico (lembrando que médicos e advogados são profissionais essencialmente autônomos).

Partindo deste princípio de que é preciso melhorar a remuneração, mas não fazer leilão de salário ou recurso, muitas cidades optam por políticas de “consorcializar” a saúde. Usam e abusam dos consórcios  regionais de saúde. O problema deste modelo é que a verba da saúde fica sem identificar realmente se o custo de saúde é real, e transfere para o consórcio a responsabilidade do cuidado e administração do serviço. Não sou contra os consórcios, acho que eles são importantes e fundamentais, principalmente no interior. Mas não se pode imputar a ele uma responsabilidade que é do município.

Um problema também que não se pensa em saúde é o impacto que outros eventos tem sobre os serviços de saúde. A maioria das cidades produtoras de grãos ou cidades agrícolas tem demandas enormes no SUS na época de safra. Mas dificilmente elas conseguem “gerir” corretamente este período, pela falta de indicadores precisos de atendimento. Aí, nestes casos, muito se gasta, e pouco se recebe. Falta, como quase sempre, planejamento.

É, verba na saúde não é suficiente. Precisa vir atrelada a boas práticas de gestão. E vamos subindo a montanha!

Asfalto na minha rua? Sou contra!

Agora a pouco uma das moradoras da rua passou colhendo assinaturas para o asfaltamento da minha rua. Sou contra, fui voto vencido. Não se melhora a qualidade de vida ou de acesso de um bairro com asfalto. A prioridade deveria ser outra. Deveria ser coleta seletiva, que tem um efeito muito mais benéfico que o asfalto.

Como não penso como a grande maioria das pessoas que estão vendo o curto prazo, sou voto vencido. Não adianta asfaltar uma cidade, uma rua, com coisas que podem gerar impacto social muito maior. Colocar os presos albergados, por exemplo, nas frentes de trabalho de calçamento. Iniciar a coleta seletiva para a cidade, toda, entre outras ações.

Não, não sou contra obras públicas. Sou contra a crença de que asfalto resolve problemas. Não resolve. Muitos colegas blogueiros defendem opiniões diferentes (e convergentes com a minha, em alguns momentos). Mas quem escolhe a prioridade não sou eu. São as pessoas que eu elegi. Mas eles estão perdidos nos debates profundos sobre homenagens e títulos. Moções de aplauso, diplomas de honra ao mérito são prioridade. Infelizmente, perdi meu voto, fui vecido pela “democracia”.

Só me resta esperar. E subir montanhas.

É…

Sem comentários!

Life a gas

Somos efêmeros. Somos temporários. Somos falíveis. Até que me provem o contrário, este é o nosso único mundo. E nossa vida é um combustível. Life’s a Gas.

Ao mesmo tempo que a consideramos tão preciosa, mais e mais desafiamos os limites da efemeridade que ela é. Jogamos por terra muitos bons momentos só por nossa incapacidade de ver que estamos em um ciclo de dependência. Só precisamos entender que, para cada ação, existe uma reação. Leis básicas da física aplicadas na nossa vida. Quase uma filosofia. Somos mais que números, metabolismos e pensamentos.

Sim, meu leitor. Este é um texto introspectivo. A vida passa, a chama vai se apagar. Não deixe sua chama apagar em vão. Faça a diferença não para você, mas para os outros.

E vamos subindo a montanha. Mantendo a chama acesa.

Sobre Direitos de resposta e liberdade de imprensa

O Direito de resposta, é, acima de tudo legal. Concordo em utilizar, desde que o conteúdo seja relevante e responda ao que a pessoa que foi atingida pense sobre aquele aspecto.

Desqualificar a informação, bem como a mídia ou um órgão de imprensa não cabe a um agente público. Quem cabe isto é o leitor. Ele é quem lê, consome e verifica se deve ler aquele conteúdo ou não. Só lê um blog, assim como só lê um jornal quem está em busca de um conteúdo.

O Brasil já passou por sérios constrangimentos, ao expulsar, por exemplo, um jornalista que falou que as mulheres brasileiras estão engordando. Ele mentiu? Que eu saiba, os índices de obesidade e sobre-peso no Brasil estão alarmantes, a ponto do Governo Brasileiro criar programas específicos para evitar a “epidemia da obseidade”. Quem erra? Quem não lê com espírito crítico.

Ler jornal, acompanhar jornais não é para qualquer um. A mesma notícia pode ser dada de zilhões de formas. O que vai fazer a diferença é a profundidade que um olhar é traçado sobre o problema. O leitor, neste caso, precisa ter discernimento, capacidade de interpretação, de análise. Coisa que nossas escolas não tem criado, seja por políticas educacionais retrógradas ou simplesmente falta de motivação e qualidade de vida aos professores.

A liberdade de imprensa e a liberdade e expressão são direitos. Pregados na carta magna. E cabe o julgamento do leitor se gosta ou não daquilo. No caso do Jornal, simples. Não se compra. O que denigre a imagem do Jornal não é o seu nome ou seus autores, mas o grau de repercussão das suas notícias, corretas ou ainda merecendo maior debate.

A imprensa não precisa de regulamentação, como a propaganda precisa. O consumo de conteúdo se dá por interesse. E olha, esta publicidade toda deve estar deixando gente com pulgas e comixões.

E vamos subindo a montanha. Com liberdade.