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Atacar é perder a credibilidade

Quando os ataques passam a ser pessoais, perde-se totalmente a credibilidade. Atacar idéias é uma coisa, mas atacar a pessoa e sua família já é outra muito mais grave.

Os colegas blogueiros que estão sendo atacados tem minha solidariedade. Já quem está promovendo este tipo de ação, acho que cabe a reflexão sobre o que se anda cometendo de erro. Ética é uma bandeira muito linda, mas se a prática contradiz o que ela deve ser, já se perde todo o discurso.

O Twitter, políticos e redes sociais

Estamos tendo eleições. Fato com o qual todo brasileiro vai ter que estar pronto para escolher.

Mas esta eleição começaremos a ver os políticos a nos assediarem em todos os meios, em todas as mídias. Redes sociais, então, teremos uma verdadeira enchurrada de SPAM (lixo eletrônico). Recebo, por exemplo, e-mails de candidados de SP e de RJ. Detalhe, para deputado estadual.

Este tipo de político só transfere o modelo velho para um modelo novo, que ele não conhece e duvido que sequer ele saiba usar. Compra lista de e-mails de algum spammer fdp e manda suas propostas mirabolantes para um eleitor que sequer pode votar nele, porque é de outro estado, ou seja, o candidato acha que está fazendo uma vantagem, mas está apenas irritando eleitores, e até mesmo formadores de opinião que poderiam falar bem, caso eles estivessem o bom senso.

No Twitter, então, vemos o uso de ferramentas de “followers”, que são ferramentas usadas para agregar seguidores, via scripts de programação. Mensagens que mostram o uso deste recurso são aquelas “Conquiste mais seguidores no twitter…”, seguidas por uma url encurtada. O problema é que o político besta acredita que aquilo quer dizer que quem segue é um eleitor. Pura balela. Está apenas atraindo a ira de alguns eleitores e usuários responsáveis no Twitter.  Isto me irrita profundamente. Outra coisa que me irrita são políticos que ficam retuitando twittes dos candidatos que eles apoiam. Alguns políticos que fazem isto ganham meu descrédito.

Ter blogs também não resolvem. Não vai significar “empatia”, já que a maioria dos blogs jamais será o próprio candidato que vai responder. Quando ele tem uma “equipe de marketing”, eles é que respondem. Quando ele não tem isto, ele contrata um putinho semi-virgem que meche com “redes sociais” e bota aquele monte de espinha para dar a impressão de respostas personalizadas. Fora quando eles não colocam aquelas respostas do tipo “Obrigado pelo contato. Esperamos seu apoio e seu voto”.

Não adianta colocar novos recursos nas mãos de quem sequer entende o que se passa na Internet, e sequer sabe responder um e-mail. Porque dificilmente ele vai ser 100% transparente em seus blogs. Assim como não são transparentes em suas atividades políticas.

Cicloativismo. Para meu amigo Marcelo

Marcelo,

Esta notícia é digna de ser postada em todos os blogs.

“Cicloativíssima” Em 3 de setembro, minha sis Renata Falzoni será agraciada com a medalha José de Anchieta por sua luta para transformar a bike em meio de transporte.

Os Falzoni são uma gente extremamente inteligente e inquieta e nenhum jamais possuiu qualquer traço de mediocridade. Mas Renata tanto fez que conseguiu tornar-se uma excêntrica mesmo dentro desse núcleo familiar bastante incomum.

Mãe da Tati, 29, e avó da Giulia, 7, e do Caio, cinco meses, quem a conhece de suas transmissões pela ESPN (feitas com câmeras que ela mesmo adapta para usar no capacete), logo percebe nela uma coisa assim meio Vivienne Westwood de ser. Mas eu, que convivi com a Renata como vizinha na infância do Jardim Paulista, posso garantir que seu interesse não está em qualquer movimento de vanguarda.

E que apesar do ar andrógino que cultiva, Renata sempre foi uma heterossexual convicta. Pior. Sempre sofreu de amores por homens que eu considero nada menos do que repugnantes (algo me diz que este comentário vai me meter em apuros).

Renata vira e mexe dá as caras na minha casa às sete e meia da matina, lépida e falante, puxando meia dúzia de cães sem raça definida na coleira, que lembram um pouco um seu namorado inglês que já passou desta para melhor. Invariavelmente, ela me obriga a levantar da cama e ir atrás de sua cabeleira “fogo selvagem” para onde for, o que faço em estado de quase narcolepsia, mas não sem me perguntar quando é que a ficha vai cair de que dona madame Falzoni está prestes a completar 57 anos e que a maioria das senhoras de meia idade não anda por aí escalando o Aconcágua de bicicleta nem se digladiando para fazer a bike tomar o lugar do automóvel.

Há algo de heroico na sua militância. Pela persistência, pelo pioneirismo, mas, sobretudo, pela intransigência no compromisso conservacionista que assumiu desde o primeiro dia.

Isso não quer dizer que eu concorde com ela. A bicicleta deveria se apresentar como alternativa para quem não tem dinheiro, deveria ser a solução para despoluir, deveria ajudar a descongestionar o trânsito, mas, no caso de São Paulo, presta-se apenas a paliativos.

A fim de se proteger de um “inimigo” invisível, mauricinhos se juntam para pedalar à noite e atravancam os faróis como se fossem donos do mundo. Outra noite, na frente de um restaurante japa, tive de ouvir de um ciclista desses: “Vai acabar essa moleza! Cigarro e bebida têm os dias contados!” Pensei comigo: “E você vai cair daí e quebrar todos os dentes, seu nazista”.

A Renata que me desculpe, mas a visão, nos fins de semana, daquela faixa da direita segregada por cones para uso exclusivo do ciclista não faz exatamente engrandecer a alma. A bicicleta a beira-mar ou na cidade do interior ganha outro sentido, mas em São Paulo ela não cabe com naturalidade. É preciso montar uma operação de guerra para acolhê-la e o ônus para a prefeitura é grande. Falzoni sabe disso tudo. Mas continua irredutível em seu cicloativismo, convicta de que, a longo prazo, a bicicleta é a melhor saída.

É uma postura nobre e, no fim das contas, eu sou uma mulher pequena e mesquinha. Digo mais: excluindo seu gosto para homens, queria ser metade da rapariga que a Renata é.

Publicado no

Revista São Paulo – Barbara Gancia: “Cicloativíssima” – 08/08/2010

do www1.folha.uol.com.br

Comentários não aparecendo

Pessoal,

Eu tive um problema no plugin do Spam Free que uso no meu blog (para evitar mensagens indesejadas). Caso alguem tenha postado um cometário, por favor, poste novamente, pois não estavam aparecendo para mim.

Obrigado, Marcelo!

Primeiro, porque reconheço e sei do seu trabalho em ONG’s. A AMOBIKE é um excelente exemplo de como pensar diferente em Monlevade.

Monlevade muitas vezes não precisa de consultoria em empresas de fora. Existem pessoas criativas e bem capacitadas para discutir sobre qualquer assunto de interesse público. Quer consultoria de trânsito, consulte o Marcelo, o Werton e o Célio Lima (que entende bastante do assunto).

Existem também excelentes estrangeiros em Monlevade. Pode parecer bizarro para alguns, mas vejo o Marcos Martino como um grande nome na cultura regional. É uma pessoa criativa, articulada, entende do mercado, trabalha nele. O Luciano Rosa também é outra pessoa que vejo com excelentes idéias na Casa de Cultura, mas… cultura não atrai votos. O Marcelo Melo, por exemplo, é um cara que gostaria de memória, e faz um excelente trabalho em seu blog, sempre colocando fotos históricas, para que sempre nos lembremos de que Monlevade poderia ser maior do que é, porque as pessoas que construiram nossa cidade eram ativistas culturais fortes. Acho que o Marcelo sempre quer dizer: “Eles não tinham todos os recurosos que temos hoje e faziam muito mais com muito menos, será que somos dignos deste legado?”

Temos blogs agora em Monlevade em profusão. Blogs governistas, blogs oposicionistas, blogs jornalisticos, blogs de saúde, etc. Eu não me atrevo a dizer que qualquer analista político, dando uma passada nos blogs, pode encontrar informações sobre erros e acertos.

O que deve ocorrer sempre é a liberdade de expressão, desede que não seja ofensiva. Todos tem o direito de manifestar, até assegurado pela constituição. O que não deve existir, por parte do agente público, é a tentativa de desqualificar o blogueiro. Falar que ele não tem qualificação, que ele é um ignorante, que ele não é capacitado para isto. Isto é o tipo de política que ninguem precisa.

Comentário recebido por e-mail do meu amigo Marcelinho

“Caro Amigo

deixei de comentar (criticar construtivamente ou mesmo enaltecer algo bem feito) política de Monlevade, porque, se se faz uma crítica construtiva, você é logo incriminado, rotulado de fazer oposição.

Como eu lhe disse em uma de nossas conversas, saúde e educação SÃO (e não deixarão de ser) palanques de qualquer plataforma de governo, seja ele municipal, estadual ou federal.

É o que o povo precisa e quer. São as deficiências para a busca de melhoria na qualidade de vida do ser humano e de seus familiares e amigos.

Também, repito, você é uma peça chave de um tabuleiro de “game” complexo, de um xadrez, mesmo que não ocupe um cargo político, você  você faz diferença.

Além de ser CIDADÃO, você é altamente capacitado para a Gestão de Saúde Pública.

Pois bem.

Antes de ter criticado o trânsito da cidade, eu procurei estudas os problemas aqui existentes (que não são muito diferentes de outras cidades ou metrópoles), busquei informações, e apresentei sugestôes, inicialmente em uma fracassada audiência pública e depois, no blog (http://bocaonopulpito.wordpress.com).

As sugestões que dei são para serem DEBATIDAS, exaustivamente, com TODOS os segmentos da cidade, com uma proposta de possível melhoria no caótico trânsito da cidade.

Disse, também, que NÃO sou técnico na referida área de trânsito, mas, tenho capacidade de estudar e compreender algo. E assim o fiz, como você também o faz na saúde.

Hoje, passado algum tempo, sob uma reflexão profunda, chego à triste conclusão que somos somente população, e não cidadãos.

Uma pessoa como você tem que ser ouvida.

Mas, vamos que vamos, subindo a montanha.

As grandes discussões

As grandes discussões hoje em Monlevade não estão baseadas nos números. Não se discute, não se apresenta, não se fala em nenhum número. Em uma conversa relativamente recente, as pessoas não conseguem ver números, e sim obras. Prefeitos são feitos de obras. Números, eles funcionam apenas para pessoas metódicas, que não conseguem fazer meio termo.

Eu estou bestificado como se discute se fulano é corrupto, lado negro, lado jedai da força, lado b, lado a, lado verde, lado vermelho, lado. Esqueceram que este debate deixa de lado o lado da população, e, acima de tudo, do que deveria ser o maior interesse de qualquer pessoa que quer o melhor de Monlevade. Eu leio a maioria dos blogs daqui, e todos estão voltando suas metralhadoras e textos sobre seus lados. Raros estão mantendo uma linha pelo menos fiel de que estão querendo o melhor para Monlevade.

Blogs existem para refletir idéias. Boas ou más, coerentes ou totalmente fora da realidade, mas existem exatamente para provar que a diversidade é importante. Olhares diferentes sempre ajudam.

Eu adoro de paixão a área de saúde. Comecei a implantar o e-Cidade no meu domínio exatamente para poder provar que é possível colocar qualquer sistema no ar sem muito esforço. O GSAN também vai para o ar dentro em breve. Quando eu digo que “QUALQUER” sistema pode ir para o ar sem muito esforço, é que eu digo que é possível colocar mesmo, desde que as pessoas entendam que sistemas ajudam a melhorar seus resultados.

Quer um exemplo prático? Você decora o número dos telefones ou passa os mesmos para uma agenda em papel, caso eles estejam registrados em um celular? Ou seja, a tecnologia sempre pode ajudar você a gerar mais “espaço” mental para poder gravar outras informações importantes.

Não me interessa se fulano ou cicrano é oposição, se é do dark side ou do lado da força. Me interessa se ele pode colaborar com idéias para melhorar a cidade, seu bairro, sua rua, sua empresa. Se ele o faz de maneira lícita, é bem vindo em qualquer lugar.

E vamos subindo a montanha, senhores blogueiros!

Contadores de acesso podem ser falhos

Estes contadores de acesso em geral são falhos. Se você navega com o Firefox, e usa a extenção “No Script”, basta dizer que não quer executar scripts da pagina x ou y. Aliás, a ferramenta te mostra todos os scritps usados pela pessoa.

E aí, meu caro, não tem nem Google Analytics (que também é um script) que faça este trabalho.

No meu caso, uso as ferramentas do próprio provedor onde hospedo meu site, que funcionam bem. Eu consigo até ver quanto tempo os leitores gastam em cada post. Sei que alguns passam de 3 segundos a até 5 minutos antes de mudar de página, ou seja, é possível monitorar o comportamento do leitor.

Conheço a origem deles, que navegadores usam, a localização do acesso, ou seja, tudo para “Montar” uma campanha de mídia específica para eles. Mas não me interessa vender produto. Não é por aí que eu ganho.

Existe a questão de que “Quem conta um conto, acrescenta um ponto”. Então, acreditar na “falácia” dos contadores de acesso é acreditar nos números positivos de quem tem resultados ruins.

Blogueiros, estes seres incompreendidos!

Sou blogueiro e assumo. Meu blog tem excelentes leitores, embora poucos. Não me preocupo com pageview e sequer me interesso em oferecer espaço para comerciantes. Eles sabem que meus leitores preferem digerir meu texto que comprar o que anunciar.

O que eu gosto nos blogs é a diversidade de olhares. Um mesmo assunto tem diferentes pontos de vista. Minhas leituras de blogs, e meus marcadores, indicam as pessoas que eu gosto e considero. Mesmo muitas vezes não concordando, elas são fundamentais para construir minha opinião. É como aquele gestor que acha que apenas Shun Tzu tem todas as respostas para tudo. Nunca teve. Ele sequer foi um dos maiores estrategistas. Qualquer um que ler Cornwell verá que existem modelos melhores de estratégia.

A iniciativa da prefeitura de chamar blogueiros pode parecer a princípio insensata. Mas não é. O Célio Lima e o Marcelinho, ambos de áreas totalmente distintas, e até mesmo o Fernando, tem opiniões e olhares diferentes. Inclusive, o Marcelinho (Bocão no Púlpito) tem projeto sustentável e adequado. Ambos tem olhares diferentes para o mesmo problema, que se completam e propor idéias. O Célio é técnico, o Marcelo, um entusiasta. E nem por isto menosprezo a opinião deles.

O Marcelo Melo, por exemplo, fala demais da falta de higiene dos atendentes de bares, lanchonetes e restaurantes. E eu digo que ele está coberto de razão, e até propor que estes estabelecimentos tenham um caixa a parte. Mais que correto. É uma boa prática, recomendada pela Vigilância Sanitária. E não é aplicada, e sequer fiscalizada. Se a vigilância sanitária fizesse 2 ações de fiscalização por dia, ela seria um setor auto-sustentável só na receita oriunda de multas. E olha que Monlevade nem tanto buteco tem quanto BH. E a VISA de BH quase que se auto-sustenta só de multas. São praticamente 4 por dia. E ele, como frequentador de buteco, mesmo dos “copos sujos”, entende que isto é respeito básico com o consumidor.

Blogueiros são polêmicos ou passivos. Mas não se pode ser indiferente ao seu ponto de vista. E toda opinião é válida para construir o conhecimento. E vamos construindo nossos olhares.

Coesão para discutir

Recebi críticas sobre meu blog. Algumas pessoas andam interpretando este espaço como um espaço de ataque à administração municipal. Não vejo por este angulo. Quem arriscar a enveredar pelos posts, poderá ver que já apresentei idéias de sistemas municipais gratuitos, para melhorar a gestão. Software livre para as prefeituras é uma saída para fugir do paradigma do custo.

Quero e desejo o melhor para a cidade, e cobro, como cidadão, o que precisa, na minha opinião, ser revisto. Independente de qual for o gestor, de quem estiver no cargo. Pessoas estão no poder, elas não são o poder. Aquilo ali é temporário, não ad-infinitun.

Convido a todos para refletirem sobre dados, sobre como melhorar os indicadores de saúde. Idéias não me faltam, me falta é o ânimo de pensar que podem ser palavras ao vento, sem interlocutores para conversar e mesmo criticar minhas idéias. Tenho visitantes de qualidade. Mas algumas pessoas simplesmente fazem uma leitura superficial, e enchergam coisas que não escrevo ou comento. Quero sempre o melhor para minha cidade.

Já me ofereci aqui, neste espaço, para ajudar projetos de tecnologia que envolvam a melhoria dos dados da saúde em Monlevade. Dados melhores indicam caminhos que podem beneficiar a arrecadação de verbas do SUS, e até ajustar despesas. Não adianta, por exemplo, ter centros de especialidades médicas e continuar mandando ônibus para BH para consultar num “Centro De Especialidades Médicas”, como sempre vejo. A questão é racionalizar. Não gastar com o que não se pode, mas pensar em médio e longo prazo. Fazer com criatividade.

Por exemplo, as praças estão ficando boas. Realmente, a idéia de brinquedos e usar madeira reforça o conceito de sustentabilidade. Mas é necessário envolver também políticas de recuperação das estruturas de saúde. Capacitação constante, reciclagem, atualização profissional. Motes necessários e urgentes.

Como sempre falo, o subir a montanha não é fácil. Sequer é impossível. Pode ser que poucos alcancem o topo. Mas é fundamental a vontade de ver o topo. A motivação deve ser constante, tão grande quanto às criticas “a planície é legal, compre um helicóptero, vamos construir um elevador….”.  Mas sem o desafio, qual é a constante?