Arquivo por categoria Pessoais

Eu ralo…

Atualmente tenho ralado muito, o bastante para me manter afastado do blog, e postar regularmente.  Mas gostaria de ressaltar algumas opiniões nestes dias conturbados:

a) A prefeitura deve gastar mais energinas tentando realmente aprender do que acusar. Se ela parar de tentar de gastar seu fosfato criticando o Delci Colto, ela terá mais fosfato para realmente fazer uma boa gestão;

b) Os vereadores precisam aprender que quando eles falam da saúde, eles ficam chovendo no molhado. Se eles querem realmente resolver o problema, podem comer muita fila e acessem o site do Ministério da Saúde. Ajuda bastante.

c) A prioridade dos projetos faraônicos devem ser preteridos aos projetos básicos. Ações que as pessoas pedem no orçamento participativo devem ser atendidas porque elas podem melhorar a imagem do governo e promover um melhor resultado. Pensem: o que o povo precisa não é tão vultuoso, ações simples ajudam e muito

d) A Secretaria de Saúde pode melhorar e muito a sua gestão, e pode até estar caminhando para isto, mas precisa divulgar mais suas ações. A vigilância em saúde poderia ser mais atuante nos bares e restaurantes em Monlevade. Se a ação de fiscalização pegasse pesado, ela se auto-sustentaria apenas no valor das multas aplicadas (já disse isto antes).

Mas vamos subindo a montanha. Ainda podemos construir uma cidade melhor, um país melhor se a administração parar de viver em função de responder a qualquer crítica, e viver para melhorar a cidade. Dificuldades, claro, elas existem, mas se eles souberem convocar cada um de Monlevade para contribuir, pode conseguir efeitos maravilhosos. Basta o prefeito querer escutar, os secretários pedirem. Eu mesmo já me candidatei e disse que no que precisar, pode contar comigo. Mas até agora não me chamaram. Ou seja, não me acham um ajudante qualificado o suficiente para eles.

Atacar é perder a credibilidade

Quando os ataques passam a ser pessoais, perde-se totalmente a credibilidade. Atacar idéias é uma coisa, mas atacar a pessoa e sua família já é outra muito mais grave.

Os colegas blogueiros que estão sendo atacados tem minha solidariedade. Já quem está promovendo este tipo de ação, acho que cabe a reflexão sobre o que se anda cometendo de erro. Ética é uma bandeira muito linda, mas se a prática contradiz o que ela deve ser, já se perde todo o discurso.

Uma música, boas lembranças

Românticos

Composição: Vander Lee

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso…

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo…

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão…

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso…

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo…

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão…

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu! Como eu!

As auto-escolas e o Bairro República

Eu não gosto do que as auto-escolas estão fazendo do bairro República. As ruas tranquilas são usadas como campo de treinamento de alunos de todas as auto-escolas da região. Diariamente, da hora que saio da minha casa até as 22 horas, vejo tráfego de carros de auto-escola. Meus pais quase foram atropelados, eu quase fui atropelado (e em ambos os casos, pedestres na calçada). O que me irrita profundamente é que o aluno de auto-escola ainda não aprendeu a discernir entre a nobreza do espaço do pedestre e o respeito ao morador do bairro.

Não se trata de uma invasão agradável. Se perguntar a qualquer morador daqui se ele gosta desta invasão, ele irá dizer que não. Mas as auto-escolas continuam a despejar nas ruas todos os meses motoristas para aprenderem suas lições de trânsito na Castelo Branco. Não seria mais fácil estas auto-escolas criarem um consórcio e construirem uma pista de treinamento? Ou a visão tachanha de concorrência ainda marca os gestores das auto-escolas?

Enquato isto, vou continuar vendo as ruas sendo tratadas como um pátio de recreio de jovens aprendizes. E um trânsito cada dia mais feio.

Bancos, filas, impaciência

Hoje fui no banco (Aquele da praça do Lindinho..). Ir no banco é uma experiência meio rara para mim, pois enfrentar fila não é minha especialidade. Como não sou correntista, e os terminais de auto-atendimento em geral resolvem os problemas dos correntistas, eu tive que “tomar” minha dose de paciência. Exatos 01:35 minutos em pé. Tudo bem, milhares de pessoas enfrentam isto diariamente, me dirá o leitor. Mas vi claramente o descumprimento do estatuto do Idoso. Existiam pelo menos 15 pessoas acima de 60 anos, em pé, por um tempo de cerca de 35 minutos (menos que o meu), mas achei desrespeitoso. O ideal é que eles tivessem um atendimento menor que 15 minutos. De preferência, que eles tivessem como se sentar.

O idoso não tem a facilidade de entender a complicada e confusa tela de um terminal de auto-atendimento. Ele tem dificuldades em memorizar senhas, e a interface dos terminais é seguida de textos e frases que eles não conseguem interpretar em pouco tempo. Ainda mais quando são pessoas que tiveram apenas educação até a quarta-série, quando não são analfabetos. Falar que “existem terminais de auto-atendimento para resolver os problemas” é abusar da inteligência e desrespeitar os idosos.

Para quem é jovem, e usa a tecnologia, beleza. Mas para a população que cada dia mais envelhece, isto significa um obstáculo. Existe um “discurso” maravilhoso de responsabilidade social. Mas a prática esta dita “responsabilidade social” dos bancos é um discurso vazio e medonho.

O que eu observei também é que algumas empresas não aprenderam a lidar com a tecnologia para agilizar seus processos. Uma funcionária de uma empresa praticamente comeu 32 minutos de um caixa, pagando contas que, certamente, poderiam ser pagas por meio eletrônico ou por malotes. Simplesmente, botam a coitada na fila, e ela tem que escutar as reclamações de pessoas impacientes.

Eu estou vendo que estamos caminhando quase para cenas de Steinbeck em “As Vinhas da Ira”. E elas serão dolorosas demais para serem suportadas com tanta tecnologia que temos.

Pensar globalmente, agir localmente

Acredito que esta é a frase que mais deve estar no pensamento de qualquer gestor. Seja público, ou privado. Se queremos oferecer serviços de qualidade, primeiro devemos pensar em todos os aspectos, e agir nos itens que merecem a melhor interação para evitar conflitos.

Gestores e líderes são pessoas comunicativas e inspiradoras. Gates, Buffet, Lula (por que não?), Obama,  e outros tantos exemplos. Eles usam seus poderes de comunicação para liderarem seus coordenados aos pontos onde eles querem chegar.

Se existe resultado e eficiência entre um e outro, bem, é o que todo bom pensador deve buscar. Onde e em qual ponto a falha é mais gritante?

Sobre festas

Vão me taxar de inimigo público. Mas as festas de Monlevade precisam de ação urgente do conselho tutelar da infância e adolescência. Basta verificar nos sites de fotos que existem menores tomando cerveja. O que deveria ser proibido, é “tolerado”.

Se existe lei, e a “dita” fiscalização, por que ela não é aplicada?

Música

Tenho escutado muito o The Killers

Hoje lembrei de uma amiga que leu Tolkien recentemente, e ficou desesperada por ter lido Crime e Castigo. Realmente, obras diferentes.
Aí lembrei desta música:

Pode parecer que não, mas tem muito do que é descrito em Crime e castigo, romance, traição, dúvida.

Boa “viajada”!

O fim de Lost

Assisti e assisto Lost. Foi a experiência. Tenho todas as temporadas, os DVD´s originais. E espero sair a 6ª em DVD para ter também. Lost foi uma experiência. Polêmica, mas extremamente filosófica. Tirando o escopo do Sci-Fi da série, você descobrirá que Lost abrange apenas uma temática: O homem perdido em seu contexto. Todos os personagens estavam perdidos. E eles se acharam, e descobriram a paz.

O final ainda está sendo digerido em meu cérebro. Foram as horas mais tensas da minha vida, refletindo sobre a realidade, o paralelismo, o perdão, a conexão das pessoas. Todos estamos conectados. E entendemos tão pouco o que o que fazemos em um, tem reação no outro. Hurley, Jack, Desmond, Sayd, Sayer, Charlie, Locke, emfin, todos estavam perdidos. E encontraram a paz.

Confesso que chorei bastante em vários episódios da série. O amor de Desmond com a Penny, a Morte do Charlie, a Juliet e o Sayer, neste último episódio, mais que as ligações, o amor, a vida. Uma celebração para refletir. A pausa que todos precisam ter para encontrar a paz, a descoberta da paz, do fim dos conflitos, do entendimento da palavra honra, do fim do egoismo.

Não vou dizer que não valeu a pena ter experimentado lost. Respostas sem dar, claro. Mas Lost não era uma proposta de enigma, e sim uma experiência em termos de pensamento. 6 anos da minha vida. E vai ficar na história.

Ações e exemplos

As ações educativas são elementos importantes na saúde pública. Ações de prevenção e promoção, associadas ao ato de estar junto com a comunidade fazem efeito imenso.

Tivemos neste fim de semana um exemplo claro disto. Vereadores de diferentes partidos e entendimentos se uniram para ajudar a eliminar focos de dengue. Ponto para eles. Independente se a zona escolhida for de baixa incidência de contaminação, só o fato de um representante do povo estar envolvido com o “levar” conhecimento já faz com que algo seja entendido pela população. Independente da “cor” partidária, o importante é o povo. Mérito da verdadeira arte de defender o interesse supremo daqueles que são os donos de seus mandatos, que é o povo.

O exemplo de ambos é importante. São vereadores jovens, que tem uma mente mais “arejada”. Tudo bem, claro, teve a ação de marketing pessoal, o “botar pra fazer”. Mas acima disto, foi um exemplo prático de que a política aida tem salvação, enquanto modelo de representação. Não votei em ambos os vereadores, e um inclusive é meu vizinho de bairro. Mas foram lá e fizeram algo prático.

Educar pelo exemplo é fundamental. Para quem é professor, o “Agir” é tão importante quanto o “Falar”. E eles deram esta oportunidade para a população. E espero que continuem a fazer mais.

Se eles quiserem discutir saúde e gestão de saúde comigo, será um prazer. Já me ofereci como voluntário para este tipo de discussão. Empresto meu entendimento e meus dados sobre o SUS, e eles me ajudam a melhorar aos poucos outras cabeças. E vamos construir uma cidade melhor.

PS.: Não sou filiado a nenhum partido, e acho que ainda não serei. Ainda não vi nenhuma legenda que tivesse longe do “Humano, demasiadamente Humano”.