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Como melhorar a saúde em Monlevade – Parte I

Bem, no lugar de ficar chovendo no molhado sobre o problema do CEM (Centro de Especialidades Médicas),  vou dar algumas contribuições e reflexões de como melhorar a saúde em Monlevade. Vamos a alguns pontos:

a) Identificação dos gargalos de serviço

Não adianta falar sobre filas nos postos de saúde e sobre atendimento sem conhecer a origem do problema. Se as pessoas fazem filas para serem atendidas no serviço de saúde é porque existe uma má gestão na distribuição do recurso médico, ou seja, se eestá ocorrendo fila, é que está ocorrendo um péssimo planejamento na distribuição das consultas e dos profissionais. Pode-se, por exemplo, pesquisar (ir na fila mesmo e perguntar a pessoa) e colher sugestões. O melhor cenário seria se o PSF encaminhasse a pessoa ao atendimento médico nos postos de saúde, mas como o PSF de Monlevade não tem resultados expressivos, não conseguimos resolver isto desta forma (que seria a melhor forma de se otimizar recursos de maneira inteligente).

Escutar os frequentadores dos serviços de saúde pode parecer fraqueza, mas se perguntarem para as pessoas da meneira correta, pode-se obter excelentes indicadores de sentimentos. Estes indicadores podem ser trabalhados nos projetos de humanização da saúde pública. E podem ser simples gestos, como uma recepção cordial, educação e vontade de ajudar.

Mas como melhorar este percepção de atendimento? Começa com a própria cultura de capacitação das equipes. Capacitar a equipe envolve  em treinar toda a cadeia de relacionamento em cursos de atendimento. Desde a secretária de saúde até o pessoal que realiza a limpeza. E deve ser top-down (de cima para baixo), pois é necessário e importante o exemplo do líder.

b) Pequenas reformas físicas

Algumas reformas físicas nas instalações de atendimento ajudam a melhorar a eficiência das atividades. Se consultarem um bom arquiteto, que esteja atento aos recursos de funcionalidade e acessibilidade, pode se obter um excelente resultado prático. Ajuda também despoluir os ambientes, retirando cartazes antigos e colocando cartazes atuais.

Estas reformas físicas podem parecer supérfluas, mas ajudam a manter a impressão de que as coisas estão acontecendo, e estão sendo cuidadas.  Outro aspecto que precisa ser sempre lembrado é o da higiene. Alguns postos de saúde parece que não recebem uma mão de tinta a muito tempo, o que acaba dando uma impressão de decadência e descaso. Uma boa “maquilagem” sempre ajuda a melhorar o ambiente e a sensação de acolhimento.

Como eu disse, são idéias, que trazem resultados perceptíveis em curto e médio prazo, desde que se queira fazer. E se prestarem muita atenção, conheçam a forma de remuneração do REFORSUS. Vão descobrir coisas bem interessantes!

E vamos subindo a montanha!

O que eu penso sobre o centro de especialidades médicas atualmente

Vamos ser pragmáticos, realistas e honestos. O Centro de Especialidades médicas corre o risco de não acontecer. E não vai ser eficiente enquanto projeto.

O cenário da economia é que existem projetos demais que vão concorrer em verba com o CEM. Teleférico, internet em banda larga, parque ecológico, centro esportivo, estação de tratamento de esgoto. Ou seja, diversas obras de vulto físico. E comedores de verbas. Só o projeto de internet em banda larga já me preocupa em termos operacionais, porque a conta será alta para a prefeitura. Ou alguma alma caridosa do Governo Federal vai liberar o FUST de mão beijada para permitir que toda a cidade seja conectada. Ainda mais com uma geografia irregular.

Não adianta falar que a arrecadação de ISSQN do município com a expanção da Belgo vai permitir este processo. Ela terá um pico, realmente, no momento das obras, e depois irá ter um aumento de arrecadação, que será estável. Ou seja, o dinheiro que vai ser injetado, embora seja constante, ele depende também de fatores externos, ou seja, não se pode contar com o ovo antes da galinha por os ovos. E se existe expectativa de arrecadação, não se poderia consumir os recursos antes deles estarem na conta corrente da prefeitura. É quase um sucídio financeiro.

O Centro de Especialidades, enquanto estrutura física, bem, já consumiu alguns valores na casa dos 7 dígitos. Se ele consomiu 7 dígitos, ele não se pagará em termos de investimento com menos de 20 anos. Porque ele pode ser convertido em apenas um espaço médico, uma policlínica caprichada. E consumir mais que efetivamente resolver o problema da saúde em Monlevade.

Ele não trará benefício prático enquanto não for prioridade a expanção, gestão profissional e melhoria da atenção básica. Se não ocorrer a interligação de toda a rede básica ao CEM, ele vai ser caro, com filas de espera e altamente sujeito a ineficiência do resultado. E não vejo, atualmente, qualquer movimento da prefeitura em resolver a atenção básica, porque ela não é transparente em prestar contas dos resultados da saúde.

Se ele vai ocorrer, em curto espaço, vejo uma letargia enorme enquanto prática ou anuncio de ações. Por exemplo, não se fez um levantamento de quais especialidades cobertas serão necessárias, que equipamentos físicos terão que ser instalados para que os resultados saiam em curto prazo. Se até hoje não foi feita uma instalação de RX pequeno, quanto mais se dirá de um tomógrafo ou um aparelho de maior capacidade. E quem vai pagar a conta destes investimentos?

O CEM pode chegar a ser inaugurado, o que vai ser maravilhoso, enquanto projeto de campanha realizado. Mas ele não vai ser efetivo, enquanto projeto de saúde para a cidade. Assim como não será nada maravilhoso termos um teleférico ligando um parque ecológico que não tem projeto de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.  E nem termos um centro de esportes sem estimular o desenvolvimento do esporte de base. E ainda termos poucas creches municipais, cuja demanda ainda é maior que a sua capacidade, e que em muitos casos, estão longe demais da moradia das pessoas que necessitam dela. Obras grandes demais, problemas grandes demais.

Existem ainda os problemas estruturais, que não foram resolvidos a contento, como abatedouro municipal, o problema dos cemitérios e o abastecimento de água, que deve entrar em colapso por falta de investimentos no aumento da captação. Fora o aterro sanitário, que está sendo utilizado na capacidade máxima dele, e sem projeto de coleta seletiva feita e apoiada pela imprensa e sociedade. Ou seja, fazemos obras vultuosas, deixamos abacaxis para os próximos governos. Não vou entrar no mérito da Linha Azul. Muito se falou, e ela até agora não retornou o que se gastou em desafogar o trânsito.

E estes fatores, meu caro, não estão nos olhares de gestão. Estão sendo sinalizados como problemas a muito tempo, antes mesmo do Governo Prandini. E estão sendo deixados de lado, porque são ações que não dão votos. Ou seja, um novo jeito de fazer política ainda não surgiu no horizonte, e acredito que sequer vai surgir nos próximos 6 anos.

A montanha é alta, e os 2 anos que restam de governo pequenos em termos de tempo para realizar qualquer coisa sensata. O que peço é: senhores, antes de falar muito, pensem: fazer obras grandes vão fazer de Monlevade uma cidade melhor?

Quando a transparência faz falta

Estamos vivendo dias peculiares em Monlevade. Fala-se sobre o tamanho da dívida da prefeitura. Bem, o tamanho da dívida da prefeitura pode ser medido, claro. O prefeito falou 3,5 milhões. Considerando que a prefeitura teve repasses projetados no site da Transparência Brasil de 19 Milhões, a prefeitura gastou 22 milhões (aí eu estou chutando este valor, embora o valor esteja no site da Transparência).

Não se trata de gastar. O que eu sempre defendo, principalmente em qualquer esfera pública, é a transparência. A tranparência e a desconfiança começa a partir do momento em que se quebra a confiança no interlocutor. Não vai apenas bastar a palavra do prefeito, se a imagem dele está arranhada junto a diversos setores da sociedade. O Gustavo Prandini, pessoa física, não deve ter a imagem arranhada. Mas o prefeito Gustavo Prandini está com a imagem desgastada (pode se observar até pelo semblante barbado, o que representa, de certa forma, o cansaço).

Eu sinceramente acredito que a prefeitura deveria adotar uma atitude baseada nos manuais de crise. O que toda a prática de comunicação em casos de crise recomenda é: Não adianta mediar conflito, deve-se ser claro na comunicação. E nesta parte, o Marcos Martino precisa de muito subsídio, principalmente para neutralizar o “buzz”. E nesta parte, não adianta apenas o prefeito dar a cara para a mídia. Todo o secretariado precisa estar junto para prestar esclarecimentos. Mostrar coesão e unidade é fundamental na crise (será que só eu me interesso por tratamento de crises em Monlevade).

Na verdade, estes conceitos estou vendo em meu MBA (que blogueiro esnobe, esfregando que está fazendo mba). Trata-se de recuperar a imagem básica de qualquer articulador, pois a crise que a prefeitura está passando pode nem ser a financeira, mas a de credibilidade. Os próprios aliados anteriores estão questionando o real tamanho da dívida, isto indica que algo deveria estar no amarelo a muito tempo.

Conter despesas, reduzir custos ajudam, mas não recuperam prestígio. Toda a oposição vai colocar em cheque a capacidade de recuperação da prefeitura por muito tempo, a não ser que a prefeitura jogue claramente a prestação de contas para evitar estes dissabores.

E neste papel, existem pessoas que precisam ter muita lucidez para não deixarem a visão da “oposição” sucumbir sobre qualquer lado.

E vamos subindo a montanha.

Onde o governo só reage

Eu leio o Rapadura, do Márcio Passos e me deparo com esta frase:  “Minha secretar.ia é nova e a imprensa não colabora.”. Bem, a imprensa colabora, e muito! Imagine a quantidade de notícias de oposição que o governo Lula recebe. E ele deixa de funcionar? Imagine se em Monlevade tivéssemos uma filial do GreenPeace, que quase sempre tem atitudes muito mais radicais que a do Marcelo Sputnik? A Secretária do Meio Ambiente, com certeza, estaria tendo outra visão.

Detesto entrar no mérito político da coisa, e tentarei não fazer, mas o que percebo em alguns modelos de gestão que só se age mediante a pressão dos órgãos de empresa (e não é só Monlevade). Neste ponto, a imprensa e até os blogs, tem um poder de pressionar qualquer gestão. Mas o que não se pode imaginar é que um governo só faça suas políticas mediante a reação da imprensa.

Marcelo Sputinik e o ambientalismo digital

Conheci rapidamente o Marcelo Sputinik num evento de blogueiros (o aniversário do Agenda Oculta). Não cheguei a conversar com o mesmo, mas ele estava lá, presente, falando sobre dengue, distribuindo sua cartilha de prevenção. Um ativista do meio ambiente, preocupado com saúde pública não pode ser má pessoa (aliás, meio ambiente e saúde pública deveriam andar mais juntos).

Mas seus vídeos, como o acima, mostram com bom humor e muita ironia o que pode ser chamado de “ativismo digital”. Dotado de uma câmara fotográfica capaz de filmar, ele mostrou um bota-fora. Irregular. E aí eu entro para complementar.

Primeiro, porque se mostra claramente que existem pneus e plástico. Pneu e plástico são vetores da Dengue. O Marcelo deve ter esquecido disto no vídeo, pois seu foco ali era meio ambiente. Entulho, vetores de escorpião, uma praga que vez e outra infesta a cidade, e é questão de saúde pública, pois as picadas de escorpião ainda são causa de mortalidade na população. Principalmente crianças. Não quero afirmar que existe risco imediato, mas as condições ambientais foram criadas. Se elas foram criadas, podemos ter foco. E onde temos foco, temos risco à saúde pública.

A um tempo atrás coloquei no meu blog um link sobre o aproveitamento correto dos resíduos “verdes” da limpeza urbana, e como isto poderia ser usado para melhorar as condições do meio ambiente. Foi repercutido por outros blogueiros, como o Werton, que era do PV (assim como Marcelo Sputinik). Ganhou comentário do vereador Belmar.

Infelizmente, o vídeo do Marcelo ainda não atingiu uma repercussão alta (apenas 180 visualizações). Mas já repercutiu na “blogosfera” monlevadense, e estou dando minha parcela de contribuição às idéias do Marcelo Sputinik.

A questão dos “bota-foras” é tão crítica quanto à dos cemitérios, e outros tantos itens de uma pauta imensa, que a “meninada” ainda teima em tratar de maneira secundária e terciária. Abatedouro, local para necrópsia, preocupação com meio ambiente, segurança do trabalho, entre outros “problemas menores” que “não dão votos” estão pipocando.  Provavelmente, o Gustavo Prandini e equipe terão um curto espaço de tempo para mudar este quadro. E eles estão caindo no descrédito de apoiadores, o que indica que alguma coisa não está saindo como foi desenhado.  E não basta uma boa equipe só em algumas áreas. É necessário o esforço de todos os setores para resolver isto.

Que tal a “meninada” começar a sair da planície, e subir a montanha? Várias cordas podem ser invocadas para ajudar na escalada. E lembrar que qualquer bolha de água num pé descalço tem dois efeitos: ou desanima a escalada ou ensina a estarmos usando calçados melhores.

Uma boa prática em saúde pública

Uma boa prática em saúde pública começa no seu controle de liberação de medicamentos. A sua forma de dispensar medicamentos à população, e, principalmente, seu cuidado com a gestão responsável de estoque.

O Governo Federal repassa verbas destinadas aos programas de farmácia básica, e, na maioria dos casos, fornece a medicação. O restante, a prefeitura deve investir em mecanismos de controle e tendência. Mecanismos estes que as farmacêuticas devem conhecer melhor que eu, pois vivem a demanda de medicamentos ali, no dia-a-dia.

Tecnicamente, o controle de dispensação deve atender a requisitos. Mas fica quase impossível havaliar na prática se os requisitos podem ser cumpridos. Não existe uma integração entre a rede de serviços, o que permite, no mínimo, o descompasso entre o estoque físico e o que se pensa ter em estoque. Com isto, gera-se compra errada, fora o risco de fraude.

Não se pode punir o funcionário, sem antes levar em consideração todo o contexto. Quem responde mais pelo estoque: a farmaceutica, que faz uma parte, a secretaria de saúde, que gere o negócio ou o governante, que “bate” e chancela a licitação?

PS.: Não estou falando de Monlevade. Isto ocorre com centenas de municípios.

As falhas de planejamento sempre aparecem

Eu costumo dizer, que querendo ou não, mais cedo ou mais tarde, a falha no planejamento de qualquer projeto de adaptação de estrutura física de um “puxadinho” vai aparecer.

Leio isto:

Raio X depende de projeto arquitetônico do prédio do PA

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Seg, 09 de Agosto de 2010 11:47 Escrito por Breno Eustáquio

A instalação do novo aparelho de raio X no Pronto Atendimento (PA) vai demorar ainda mais. Segundo o vereador Vanderlei Miranda (PR), líder do prefeito na Câmara, para que o novo aparelho seja instalado é necessária a conclusão do projeto arquitetônico do prédio onde funciona o PA.

De acordo com o vereador, a determinação é da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Itabira e foi comunicada à Prefeitura na última semana. Além disso, também terá que ser instalado um quadro de distribuição de energia próximo à sala onde vai funcionar o raio X, o que deverá ser feito por meio de processo licitatório.

Enquanto isso não ocorre, Vanderlei explicou que um carro já foi disponibilizado pela Prefeitura de Monlevade somente para fazer o transporte dos pacientes até o antigo prédio do PA onde é realizado o exame de raio X. A Prefeitura já adiou, duas vezes, a instalação do equipamento na nova sede do PA por problemas técnicos.”

Se isto não for uma coisa mal feita desde a concepção (portanto, governo anterior) e da equipe que promoveu a mudança sem atentar para isto, ocorreu a falha aonde? No bendito planejamento!

E se fala em fazer um processo de licitação para um quadro de distribuição. Não seria mais correto cobrar isto de quem fez a obra? Ou o hospital não teria um espaço para RX?

E vamos subindo a montanha.

Guilherme Nasser, por favor, leia meu blog!

Eu li isto no blog do Guilherme Nasser. Bem, Guilherme, como você é novo, e não é da área de saúde, vou tentar te ajudar.

1) Leia este documento aqui.

2) Leia este outro documento aqui.

3) Se for ousado, e quiser discutir com a Secretaria Municipal de Saúde, leia linha a linha deste aqui

Só assim, você poderá entender que não existe motolância sem serviço de urgência e emergência normalizados e instalados. Tudo bem que é um “Anteprojeto”, coisa que não entendo bulhufas do que é na prática (para mim, ante projeto é apenas o grito que antecede o projeto. Se o grito vai se transformar em ação, já é outra história).

Outra coisa, Guilherme, é isto aqui que está postado em seu blog. Teoricamente, basta você chamar o pessoal do Conselho Municipal de Saúde para conversar. Afinal, eles é quem “balizam” as contas da saúde.

E vamos subindo a montanha!

Como as prefeituras conseguem dinheiro do SUS?

Esta é uma pergunta que costumam me fazer. Na conversa que tive com diversos profissionais de saúde na Quinta-feira, eu ressaltei a falta de cuidado com os dados.

O meu leitor pode pegar o caderno de saúde, por exemplo, de João Monlevade, ou de qualquer município do estado de Minas Gerais, e verificar os dados. Descobrirá, por exemplo que monlevade tem apenas 6 consultórios odontológicos completos disponíveis ao SUS, o que contradiz a realidade física. Que Monlevade tem apenas 265 assistentes e técnicos em enfermagem, o que contradiz totalmente a realidade. Ou seja, os dados não fecham com a realidade.

Se ele for mais a fundo, descobrirá por exemplo, valores interessantes sobre a atenção básica. Descobrirá que apenas 54% da população está coberto pelo SUS, sendo que são 40.660 pessoas assistidas pelo PSF (será a realidade?) , contra 18.174 pessoas com plano de saúde, ou seja, 16.695 que poderiam estar cobertas pelo PSF e não estão cobertas.

Estes números não estão sendo inventados, ou tirados da cachola deste blogueiro. Eles estão sendo tirados das fontes oficiais, ou seja, Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Nestes dados, podemos identificar que existem contas que não fecham. E se contas não fecham, significa que elas estão sendo abastecidas de maneira incorreta. Se são abastecidas de maneira incorreta, o repasse aos valores são incorretos.

A prefeitura consegue dinheiro com o SUS a partir do momento em que bota o pessoa da atenção básica para trabalhar, e coloca dados nos sistemas. Elabora projetos também conta muitos pontos, pois neles a verba tem destino e prazo para chegar. Portanto, falta a capacidade de realmente fazer projetos em Saúde.

Gastar muito em saúde não signifca ter uma boa gestão. Gastar homeopaticamente também não resolve o problema, porque vai faltar em determinado momento. Se a prefeitura quer melhorar a contrapartida governamental, precisa primeiro organizar muito a casa para evitar problemas com os dados, depois elaborar e cumprir os projetos.

Verba sempre tem e sempre terá, desde que se use corretamente as ferramentas e a legislação existente.

Pensem, senhores. Isto não é apenas loca, é nacional. Mas a cidade precisa dar o exemplo. Pensar e ajudar não dói.

E vamos subindo a montanha/

Perguntas….

a) Como a prefeitura irá traçar sua estratégia de um centro de especialidades médicas em Monlevade com a questão do Pronto Socorro sendo a bola da vez?

b) A prefeitura comprou eletrocardiogramas. Bacana, mas como está o índice de uso deste equipamento? Quantos atendimentos eles tem realizado por mês?

c) Qual é o volume de exames realizados pela rede externa (fora dos laboratórios da prefeitura) que poderiam ser realizados pela própria prefeitura?

d) Qual é o percentual de cobertura do PSF em Monlevade?

e) Qual é o percentual de pessoas cadastradas no Siab sobre a população coberta em SF?

f) Qual é o Percentual de médico e enfermeiros da SF em relação ao total de médicos e enfermeiros da Atenção Básica?

g) Qual é a média mensal de visitas domiciliares por família?

Se a prefeitura me apresentar estes dados em 24 horas, publico os mesmos aqui, com todo prazer.

Se os conselheiros de saúde (que sei que fazem a leitura do meu blog) tiverem estes dados, e quiserem me procurar para divulgar, faço questão de publicar.

Nota 1: Já tenho um panorama prévio destes dados. Portanto, conheço alguns indicadores apresentados.

Nota 2: Senhores, pensem bastante. Informação só é útil se ela é relevante. E em saúde, todos os dados podem ser relevantes, em menor ou maior grau. A ótica do leitor é quem julga a eficência, e não a ótica do blogueiro.