A polêmica da semana envolve médico, portanto, de certa forma, envolve uma área que gosto, que é a de saúde.
O Marcelo Melo denunciou o atraso de um médico no atendimento. O médico, com seu direito, replicou e o Marcelo respondeu, deu o direito de resposta e confirmou sua opinião.
O problema é que em geral, diversos profissionais não sabem gerenciar sua agenda (eu mesmo me encaixo na categoria dos desleixados com alguns compromissos). Mas não atraso quando marco uma atividade (salvo em raras e honrosas excessões.) Chego com antecedência porque uso meu celular para me lembrar de atividades. Se não fosse ele, e minhas outras diversas agendas on-line (a maioria delas eu replico os principais compromissos), não sobreviveria.
Não irei polemizar muito, apenas constatar que a área de saúde é péssima em gerenciamento de tempo. O Conselho Federal de Medicina preconiza 15 minutos o tempo mínimo de uma consulta médica. Já para exames de SADT (Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia), não existe uma regra clara. No caso do Ultrasson, 45 minutos de exame resolveriam boa parte das hipóteses diagnósticas, e o médico poderia ter esta janela de tempo para poder planejar seus exames.
Ocorre que gerenciamento de tempo sem uso de tecnologia não existe. E infelizmente todos os profissionais de saúde que vejo no interior ainda trabalham com agendas de papel, o que gera um transtorno prático e logístico. Gerenciar conflitos de horário, por exemplo, não existe!
Eu sempre falo que a informática veio para resolver problemas simples. E a tecnologia permite isto, até num simples celular. A questão é: Onde está a vontade de fazer isto funcionar?