O governo não entende de logística na área de saúde. Por exemplo, até 2006 não havia um médico oncologista no Acre. Em outras áreas do Brasil, principalmente norte e centro-oeste, faltam prestadores de SADT (Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento) credenciados pelo SUS. A maioria deles só atende a particulares.
Se entendesse de logística credenciaria mais serviços deste tipo nestas regiões. Mas não o faz porque simplesmente não consegue entender sequer seus dados produzidos, o que mostra a total falta de conhecimento sobre aquilo mesmo que ele produz.
Se é assim, é a pura incompetência em gerir o estado.
A montanha é longa.
Arquivo para dezembro de 2009
TI não é despesa, é recurso!
dez 27
Já postei isto diversas vezes, e fico impressionado como muitos hospitais ainda encaram a TI como uma despesa. Fico impressionado com a quantidade de hospitais, principalmente os pequenos, que investem minimamente em TI. Alguns possuem uma infra-estrutura tão ruim que nem pode ser chamada de “infra-estrutura”. Fora que a maioria dos distos “técnicos” que dão manutenção nestes ativos são totalmente incapacitados e desconhecem totalmente a realidade de um hospital.
A um tempo atrás recebi a ligação de um médico, querendo que eu recuperasse os dados de seu HD, pois um técnico havia formatado, e ele havia perdido todos os dados, pois o técnico não havia feito o backup. O médico possuia um sistema onde registrava informações dos pacientes feito em MS-Access 2.0
O backup que ele tinha era baseado em disquetes ainda…. e estavam desatualizados, e para variar, corrompidos. A versão do sistema operacional era Windows 95, e a máquina possuia…. 64 Mb de memória! Em pleno 2009 um “dinossauro” destes rodava. Tudo bem, uma máquina destas serviria plenamente para um firewall baseado em linux. Mas para quem precisa guardar dados de pacientes, é extremamente complicado.
Não consegui recuperar o banco de dados nem a formatação feita pelo “técnico”. Recomendei que ele recorresse a outro sistema, já que o que ele tinha não era seguro, e até indiquei algumas alteranativas com boma relação custoxbenefício, embora ainda não tivessem sido certificados pela SBIS. Ele me respondeu “mas não quero um sistema caro”. Infelizmente ainda muitos médicos tem extrema dificuldade de entender que isto não é caro, que é um processo sem volta hoje em dia, e por mais reportagens e material que tenha dado para o médico ler, ele não optou por um software para auxiliar seu trabalho. Ficou com medo de investir, pois “computador cada hora muda uma coisa, e rapido você tem que trocar, isto só dá despesa!”.
Eu ainda escuto muito isto. Principalmente de alguns dirigentes de hospitais, na hora que apresento adequações de infra-estrutura que terão que fazer, por exemplo, para atender ao TISS ou querer colocar um sistema para melhorar a gestão de um hospital. A maioria dos hospitais do interior perde dinheiro demais porque não administram os recursos de saúde na “ponta da tela”. É incrível em minha região como, por exemplo, a maioria dos hospitais ainda não possuem sequer a gestão do estoque informatizada e integrada, por exemplo, ao cadastro do paciente.
Quando comecei a trabalhar na área hospitalar, um dos grandes pontos críticos era a gestão de estoques. Embora fosse informatizada, ela não conseguia atender, por exemplo, a todas as exigências administrativas. Os relatórios de abertura e encerramento dos meses nunca fechava, o pessoal não dava baixa corretamente no sistema, e se tinha um medo terrível de “apertar uma tecla e apagar tudo”. O sistema era baseado em MS-DOS, e usava a linguagem Clipper. O sistema funcionaria bem, em sua concepção, se o pessoal trabalhasse bem.
TI nunca é despesa para a área de saúde. Os benefícios financeiros são imensos, por exemplo, quando se integra um PEP a um PAC. Os custos com filmes de RX caem exponencialmente, podendo ser revertidos, por exemplo, em equipamentos de diagnóstico mais eficientes, ou em qualidade para o atendimento ao paciente, com a respectiva diminuição do tempo por exemplo, entre o paciente esperar imprimir um exame de laboratório e ter seu resultado lançado e disponivel na tela do médico.
Não vejo, por exemplo, laboratórios clínicos investindo em resultados pela Internet. A maioria fala que o serviço é caro. Mas o que é mais caro? O papel impresso, com o risco de perda do resultado pelo paciente (tenho uma facilidade imensa em perder resultados de exames) ou o médico acessar e integrar o resultado de seus exames pela internet, ao seu sistema de prontuário eletrônico?
Vivemos numa sociedade que consome informação vorazmente, principalmente em sites “médicos”. Por que não está na hora dos médicos aderirem também a esta sociedade?
A montanha oferece um ar agradável a quem arriscar subir nela, e uma estrada pavimentada e segura, sem o risco de derrapagens e voltar na base. Cabe aos profissionais usarem seus “carros” para subirem!
Minha fama de anti-social
dez 21
Eu tenho a fama de ser extremamente anti-social. Raramente frequento bares, não vou à maioria das festas e é mais fácil me ver no blog que na coluna social dos jornais daqui. Não sou uma pessoa “famosa”, embora algumas vezes me surpreenda com as indicações e contatos que recebo. Algumas vezes meus poucos e raros amigos me chamam para sair, e eu procuro me divertir um pouco. Não sou fã de agitos e procuro viver minha vida baseado nas minhas crenças e convicções.
Sou tímido, confesso isto, e isto muitas vezes me impede chegar nas garotas que eu gostaria de chegar. Na maioria das vezes, os livros e os DVD’s são minha melhor cia , associados a longos momentos de dicussões em fóruns pela internet. Sim, sou um nerd, na essência quase perjorativa que isto representa.
Embora seja nerd, não sou alienado nem bitolado. Gosto de interagir com outros diferentes meios, embora esta interação ocorra com menas frequencia do que gostaria. Procuro ser pontual, e acredito que ética tem que ser vivida em todos os momentos da vida. Detesto gente que para conseguir alguma coisa, tem que usar de algum instrumento ilícito. Não fumo, bebo pouco, falo muito menos, escrevo bastante, embora ainda precise aprender a praticar a arte da síntese.
Eu não acredito em papai noel, em duendes e em lendas urbanas. Detesto receber e-mails com apresentações do power point. Gosto de bons textos, e detesto livros de auto-ajuda. Não gosto de qualquer banda que venda mais de 100 mil discos, embora escute bandas de rock que ultrapassaram isto. Gosto de música clássica com a mesma intensidade que gosto de black metal. Não tenho medo do escuro, acredito que a morte é o fim, e espero que não sofra de doenças degenerativas cerebrais.
Este é, de maneira ampla, aquilo que sou. Falho, imperfeito, egoista e altruista, uma enorme soma de todos os meus medos e meus defeitos, adicionados a eventuais qualidades.
No que você é bom?
dez 19
Esta é a pergunta que gostaria de fazer ao Thiago. Aproveitando a polêmica sua em torno da briga com o Marcelo Melo, cujos capítulos me trarão ótimas reflexões sobre os telequetes antigos, e dos comentários do Célio Lima, gostaria de perguntar sinceramente ao Thiago, naquilo que ele é bom.
Como “jornalista”, tenho sérias razões para acreditar que ele não é. Primeiro, porque ele não é democrático, e não aprova os comentários de quem posta no blog dele. Ora, moderação de cometário é uma coisa, mas censura é outra. O blog dele pode ter acesso, mas a interação com o leitor dele é a mesma que um ouvinte de rádio que não liga para dar feedback sobre a programação. Fora que ele não sabe se divulga empreendimentos que patrocinam seu blog, se ele faz política da maneira errada, se ele é empresário de uma banda que nunca ouvi falar (cara de buneca?) ou se ele fala para “jovens” ou se ele é economista e empreendedor.
Como economista, tenho sérias dúvidas. Acho que ele nunca leu o Axioma de Zurich, ou sequer parou para pensar que economia se baseia não em crenças, mas em riscos e em ceticismo. Economistas por natureza em geral são extremamente céticos, e o Thiago é crédulo. Acredita que realmente o seu posicionamento é o melhor posicionamento do mundo. Economistas geralmente escutam muito, debatem mais ainda e comentam apenas o essencial. O Thiago comenta de tudo! Uma verdadeira central de notícias relevantes.
Como pós-graduando, bem, ainda mais alguem que fez 3 especializações distintas em apenas uma! Recursos Humanos, finanças e Marketing! Que proeficiência! E eu acreditando que especializar em Informática em Saúde é o melhor caminho pra minha carreira! Um verdadeiro ornintorrinco da gestão!
Thiago, você é jovem. Ainda vai apanhar muito. Mas entenda que quando se expõe na internet, estamos sujeitos a agradar e a desagradar. Ou mobilizamos ou somos imobilizados pela queda do conteúdo. Seu blog tem caído a cada dia que passa no conteúdo, suas matérias são tão prazerosas de ler quanto o de um obtuário.
Subo a montanha e pergunto a você, Thiago. No que você é bom? Se responder a este humilde blog, que desde 2004 está na rede, publicarei seu cometário, e não usarei da mesma métrica que você costuma usar.
Eu gosto dos embates inteligentes. Da criatividade e da argumentação. Mas burrice tem espaço. E blog
O Thiago posta que Monlevade precisa de uma “cidade universitária”. Bem, para começar, os campus avançados aqui são faculdades. Para ser “universidade”, precisaria de uma gama enorme de cursos oferecidos, etc.
E querer transferir todos os problemas para a prefeitura é a coisa de quem sequer cogita em pensar que cabe à iniciativa pessoal de empresários a construção destes locais. Ou ele acha que aqui vai ser a nova “Ouro Preto”?
Tenha dó!
Todos os dias vejo as notícias sobre dengue. E todos os anos verei estas notícias serem repetidas. O que me assusta é nossa total incapacidade de resolver problemas que são nossos, e não da saúde pública.
Se cada um mantivesse seu espaço arrumado, limpo, organizado, não teria este inferno todo ano.
Consciência do próximo? Já mandamos à fava isto a muito tempo. Nossa preguiça é sempre baseada que alguem superior vai resolver tudo (seja Deus, o cramunhão ou os governos). E ficamos letárgicos no nosso trabalho.
A montanha é tão alta, e eu estou com tanta preguiça, que estou querendo enviar uma mensagem pelo celular para a prefeitura construir um teleférico para poder subir.
Estou convencido de que alguém na prefeitura, seja a secretária, sejam as acessoras da secretária, ou mesmo outros escalões de governo não entendem definitivamente de gestão do SUS. Ou então estão rasgando totalmente os manuais que prezam pela isonomia do SUS.
Primeiro, vem a questão grave. Não se formam pediatras. Isto é um fato, que qualquer um, pesquisando no Google vai encontrar notícias e mais notícias a respeito da ausência deste profissional no mercado. Se for mais atrevido, e consultar a página do Conselho Federal de Medicina, você descobrirá que está faltando até médicos para atender aos Pronto Socorros, como ortopedistas e cirurgiões gerais. Isto é grave, e teremos problemas sérios nas próximas páginas.
Segundo, vem a questão de “repasses” para o Hospital. Não vou entrar em meandros políticos, ou mesmo no quesito jurídico. No meu ponto de vista, o dinheiro que é repassado para o Hospital ajuda a equilibrar a remuneração do médico que vai atender ao SUS ou não, seja no Pronto socorro ou na pediatria. Hoje se faz o aporte para remunerar os médicos, independente se ele vai atender SUS ou convênios. O médico receberá este repasse para atender a ambos. Eu, se fosse objetivamente e minimamente esperto, controlaria este repasse na ponta do lápis, medindo os indicadores de atendimento do hospital nestes dois setores (Pronto Socorro e Pediatria). Talvez haja excesso de confiança no relacionamento entre ambos, em que um não precise esclarecer ao outro as ações desenvolvidas.
Unificar pediatria do PA e do Hospital Margarida é um processo temporário para praticar a empurroterapia para o atendimento desta especialidade. Um jogo de ping-pong. Socialmente, o Hospital pode continuar a receber os pediatras vindos do PA, recebendo uma remuneração X, independente se ele atende SUS ou convênio. Ou o Ministério Público, que quer o “bem maior” pode obrigar o Hospital a equilibrar isto, e colocar tudo como “SUS”. Aí os médicos e o Hospital quebrariam o pau, pois deixaria de receber os valores de material e medicamento, que o SUS não paga (para quem não sabe, o SUS só remunera um valor X por procedimento. Se você gastar mais é problema seu).
Infelizmente existe ainda o fator profissional. Muitos pediatras não gostam de atender no Hospital, porque a responsabilidade do atendimento é redobrada. O fator remuneração nem tanto, mas devido à judicialização que ocorre na área da saúde, muitos médicos não querem colocar o “seu” na reta para atender ao chamado do Hospital, ou mesmo no PA. Se o médico não atende imediatamente um pai nervoso, uma mãe nervosa e desesperada por não entender os sintomas do filho, a coisa cheira a um barril de pólvora. Se você pesquisar, por exemplo, em BH, a maioria dos “grandes” hospitais simplesmente não tem mais a “ala” pediatria. Falta de coesão dos médicos, e uma pressão para uma remuneração mais alta. Existe até o leilão de plantões, onde quem dá mais leva o pediatra de plantão.
O cenário que se desenha, e neste ponto, concordo com o Célio, é que o Hospital está ganhando destaque, enquanto a saúde pública está correndo para a lama. Porque se a prefeitura tivesse adotado o princípio da imparcialidade, ela manteria a coisa como está, com seus plantões de pediatras no PA e deixando a bola dos plantões do Hospital Margarida para sua gestão. O “socorro” ao Hospital vai ter um custo. Financeiro, político e administrativo.
Se o prefeito quer realmente fazer o “Centro de especialidades”, ele deveria adotar a política de que na área de saúde, cada um gerencia de acordo com suas responsabilidades. O aporte de dinheiro ao Hospital hoje é um “socorro”, mas ele tem que acabar. Se o SUS remunera mal, se o cenário das especialidades se desenha deste jeito, cabe a um projeto muito maior, de formação de profissionais, que garanta a continuidade das coisas.
Por exemplo, a prefeitura e o Hospital poderiam começar a entender os indicadores de qualidade no atendimento. Por exemplo, se existe tanto atendimento pediátrico nos horários de plantão, eles não seriam um ato falho de capacitação dos pais para alguns problemas? Será que os pediatras da rede pública estão sendo “efetivos” na solução dos problemas das crianças?
Em saúde, tudo é uma cadeia. Muitas vezes, esquecem do fator “pais”, que precisam ser educados para lidar com situações. Eu tenho um tio que trata seus filhos em 80% dos casos com chá. Se a criança tá parada, quieta, ele leva para o hospital. Mas se tá rindo, correndo, quebrando o pau, nada de errado. Já presenciei muitos casos em que era apenas uma febre ou uma gripe, tratável com cuidado e carinho, não expondo a criança ao ambiente hospitalar, que tem, querendo ou não, seus riscos.
Esta montanha é transponível, na base de suas responsabilidades e competências, não na base do “toma que o problema é teu”. As crianças que realmente precisam de cuidado não entemdem isto, e os pais, muito menos.
As repúblicas de estudantes já são uma realidade em João Monlevade. Isto não é passível de discussão mais. Elas estão ai, movimentam a economia local, e algumas vezes até inflacionam os alugueis. Ponto.
Os estudantes fazem festas, é fato também. Ponto. Mas os estudantes tem que lembrar de onde moram. Tem ruas que a faixa etária média ultrapassa os 60 anos. O pessoal mais velho, acostumado a um padrão de vida mais pacato, não gosta de som alto. A política da boa vizinhança reza que quando vários não estão satisfeitos, alguma coisa tem que ser feita. Ajustar a conduta, manter a relação próxima, respeito e civilidade. Até porque se espera que os estudantes estudem, e não vivam de festas. Claro, elas podem e devem acontecer, mas tudo tem um limite racional. Se é respeitado o horário de descanso, ninguem vai ficar chateado.
Faço este post porque neste fim de semana perdi um vizinho de desgosto. A idade, os problemas de saúde são agravados pelo enfrentamento constante a uma república perto de sua casa. Infelizmente, a falta de diálogo e o respeito mínimo prevaleceram.
Para alguns, pode parecer um pequeno incidente, mas para a família, a qual manifesto meus sentimentos, é uma dor irreparável.
A montanha da urbanidade é relativamente pequena em seu tamanho. Mas tem que ser transposta todos os dias. É uma cadeia de valores que necessitam ser incorporados.
É…. não tem jeito!
dez 10
Vou no blog do Juca Kfoury e me deparo com uma notícia fundamentada:
Por patrocínio, clubes defendem cerveja nos estádios de futebol
Publicidade
CAROLINA ARAÚJO
MARTÍN FERNANDEZ
da Folha de S.Paulo
O G4, grupo dos quatro grandes clubes paulistas –Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo–, defendeu ontem a liberação do consumo de bebidas alcoólicas em estádios.
Durante evento em que o G4 formalizou parceria com o Grupo Femsa, braço da Coca-Cola e da cerveja Kaiser no Brasil, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, declarou que “bebidas leves” deveriam ser vendidas durante as partidas.
“Acho um absurdo o cara ficar do lado de fora do estádio bebendo em uma barraquinha. Ele só faz isso porque sabe que vai ficar duas horas sem beber no estádio”, disse o cartola.
“Cerveja e champanhe, que são bebidas leves, deveriam ser liberadas nos jogos. As autoridades têm de pensar que, na nossa casa, quem manda somos nós”, emendou. E foi apoiado por executivos da Femsa.
Espécie de “garoto-propaganda” do G4, o padre Marcelo Rossi também defendeu a volta da cerveja aos estádios.
“As bebidas fermentadas são toleradas pela igreja. O problema está nos destilados”, declarou Rossi, que pediu a ajuda da imprensa para “promover a volta das famílias ao futebol“.
Em São Paulo, uma lei estadual de 1996 impede a venda de bebidas nos estádios do Estado. Em abril do ano passado, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um documento proibindo bebidas alcoólicas nas arenas de todo o país.
A Polícia Militar de São Paulo mostrou-se contrária à posição do G4. O tenente-coronel Almir Ribeiro, responsável pela segurança nos estádios paulistas, disse que a proibição da venda de bebidas em estádios reduziu os casos de violência.
Paulo Castilho, promotor do Ministério Público de São Paulo que atua no combate à violência entre torcidas, mostrou-se extremamente irritado com a posição do G4 e com o apoio do padre Marcelo Rossi.
“Desde quando um padre agora entende de violência em estádio”, criticou Castilho. “Ele não sabe que o cara bebe cerveja no estádio e depois briga, volta dirigindo alcoolizado para casa e bate na mulher, nos filhos? Ele não sabe?”
Castilho também sustenta que os índices de violência caíram depois da proibição.
É por estas e outras que cada vez mais defendo que o estado tem que ser laico. Tá na constituição, mas não deixam separar o estado da igreja (ou igrejas). É absurdo atrás de absurdo!
Feliz com o fim de ano
dez 10
Eu estou muito feliz neste ano. Além do crescimento pessoal, tenho motivos de sobra para manter esta felicidade. Foi, no geral, um ano bom. Apesar de todo o cenário nebuloso, tivemos avanços significativos na área de tecnologia aplicada à saúde. Novos equipamentos, a padronização de condutas, alguns programas livres de saúde, que realmente vem sendo usados aos poucos, o crescimento de blogs de médicos que adotam a tecnologia no seu dia-a-dia, livros bons sendo publicados, melhora da oferta de serviços na área de saúde.
Na área de saúde pública ainda falta muito para realmente “celebrar”, já que temos ambulâncias-taxi a todo vapor ainda nas ruas do interior. Mas aos poucos tenho observado a mudança da mentalidade de alguns políticos, alguns mais abertos às críticas, outros entrando em seus próprios casulos. Infelizmente, ainda não passei dos 20 acessos diários, e até que não me preocupo com isto. “A história me julgará” como articulador ou como simplesmente, mais um blogueiro entre tantos.
Não adianta acesso sem conteúdo. E estou procurando regularizar o volume de postagens, a frequência de participação no blog, e outras atividades colaborativas. Vem um novo ano pela frente, e ele vem com mais coisas, mais recheio, mais opiniões. Quero ter mais tempo para trocar “drops” e dar “pitaculos”, mais tempo para ler a “Informatica TI e Medicina”, mais tempo para os meus livros, meus CD´s e minhas séries. Mais tempo para amar e para valorizar quem me ama.
Subir a montanha, independente das pedras e das nevascas vai ser minha meta no próximo ano. Ainda mais que temos só até 2012 para fazer algo de diferente