Arquivo para fevereiro de 2010

Escutar, aprender, opinar

Eu sou falante no blog. Confesso que sempre escrevo mais do que falo. Aqui eu procuro refletir um pouco, para não escrever muita bobagem. É como programar um sistema. Você tem que parar, pensar, desenhar sua linha e postar. Eu tenho inúmeras postagens aguardando uma revisão de dados. Não são poucas. Procuro sempre antes de postar pensar no que meus leitores irão interpretar. Muitas vezes chega a completa neutralidade. Quase é trivial.

Ontem  estive conversando com o Célio Lima. E a este estou retribuindo a gentileza e os elogios. Militamos em duas áreas complexas, que tem resultados distintos. Temos até opiniões divergentes, mas sempre mantemos o diálogo aberto e franco. E é isto que precisamos fazer. Escutar, aprender e opinar.

Tive a sorte e a honra de conhecer o blog do Célio em uma destas surfadas sem rumo que costumo fazer. O comentário era sobre o trânsito na Castelo Branco, do Bairro República, que é usado como espaço para auto-escolas. Ele não concordava, e apresentava um argumento claro de que o respeito ao transeunte deve ser maior que tudo. E eu, que ando a pé por aquela avenida, também compartilhei em seus cometários minha opinião. Ficamos conhecidos de blog. De lá para cá, ele me “linkou”, eu retribui a gentileza, e ele está no meu agregador de feeds (o Google Reader, sem fazer propaganda). Sempre que tenho a oportunidade de conversar com o Célio fico acreditando que ainda tenho muito o que aprender. Eu não consigo decifrar os códigos do jogo político, e ele já consegue entender bem o que se passa neste cenário. Ambulância e aparelho de ECG para mim sempre vão representar ações inócuas de saúde. O Célio já acha que elas tem sua razão de ser e existir. E nunca deixamos de conversar sobre o que é melhor para Monlevade.

Muitas vezes queremos uma verdadeira utopia. Resultados, dados, indicadores sociais ajustados. O IDH de Monlevade está entre os mais altos de Minas, mas e o que vemos nas ruas é este espelho? Eu tenho o prazer e a honra de conversar com alguém que articula os pensamentos sempre pensando no melhor para Monlevade. Tem gente que faz do blog uma atiradeira de pedras, e todos temos teto de vidro. Blogueiros não são blindados. Nem são super heróis. Se queremos o melhor para a cidade, temos que estar atentos e ouvindo o que cada um tem a acrescentar.

A cidadania é exercida por diversos atores. Eu muitas vezes sou apenas espectador. E muitas vezes contribuo pouco para o pensar numa cidade melhor, numa área de saúde melhor. A minha contribuição virá em breve, dentro de alguns dias. Não vou publicá-la no blog, porque quero compartilhar primeiro com algumas cabeças, para somar. Depois, se o resultado for um olhar diferente sobre o que podemos fazer, o que me custa ajudar? Como dizia o “Eek The Cat – Ajudar não dói”.

Escutar, aprender, opinar. Três palavras que precisamos aprender para subir a montanha de maneira consistente. E o Célio e outros tem me ajudado a escalar. Pode ser devagar, pode levar séculos, e pode ser que nem chegarmos ao topo. Mas teremos feito algo, e respirado ares melhores. E depois que você muda de ares, vai querer voltar para a superfície da mediocridade?

Água e Cemitério. Onde começa a vida, e onde se deposita os corpos.

Vou ser ponderado. Monlevade tem dois problemas sérios para resolver, em curto espaço de tempo. Água e Cemitério. Concordo com o Monlewood quando cita que este problema precisa ser resolvido, sob a pena do risco de queimar a imagem do governante. O Agenda Oculta expressou esta questão, e fico feliz de ter parceiros que tem uma visão política da coisa (eu não tenho esta visão. Me abasteço de números e sou um “técnico”).

Para o problema do abastecimento, existe uma equação que precisa ser sanada. Onde a receita e a despesa se equacionam? E onde os diversos órgãos da cidade precisam melhorar a articulação?

Não é uma conta fácil. Os insumos do tratamento de água são caros. Energia elétrica, produtos químicos para fazer o tratamento de água em grande volume impedem aquela visão de feira de ciências que é fácil tratar a água. Os custos desta manutenção são altos. Embora seja feita uma licitação para isto, que deve passar por todos os trâmites burocráticos e legais, ela ainda precisa ser viável tecnicamente. A logística de uma ETA não é simplesmente “agua entra suja, decanta, sai”. Existe ainda a questão da fonte de recurso, que cada vez mais está poluído. Não, não adianta falar que o rio não está poluído. Basta ver. Quanto maior a poluição, maior o custo dos insumos. Isto qualquer um pode perceber.

O fluxo de caixa, devido a inúmeras ações que beiram a irresponsabilidade, quebrou. Gasta-se mais do que se arrecada, e não tem conta que feche com isto. Na saúde, chamamos de sinistralidade. Quanto maior a despesa, em relação ao que se arrecada, pior é. Existem ferramentas legais, que o governo adota, para monitorar a sinistralidade de todas as operadoras de saúde. Para que elas não quebrem e deixem na mão milhares de beneficiários. Com a água, e no nosso caso, o DAE, a quebra é a falta desta na ponta do cano. É o infortúnio de qualquer morador, oriundo de uma cultura de pelo menos 1 banho diário. E a culpa não é do DAE. É da gestão municipal.

Eu sempre tenho comigo, bato nesta tecla, que desconhecemos totalmente como é a realidade dos números do DAE. Não sabemos quantos serviços são feitos e prestados à comunidade, qual é a média de reparos diários, quantas manutenções são feitas novamente, quanto custa estes reparos de emergência, como é o cronograma de manutenção de bombas. Dados que possam ajudar a tomar a decisão sobre investimentos, e definir prioridades. Se um determinado trecho da rede sofre mais de 2 manutenções no ano, já indica que algo naquele setor precisa ser feito. E em geral, se conheço um pouco, é feito em controles de papel, que não permitem pesquisa rápida. Informação não indexada é tão útil como um dicionário sem ordenação dos verbetes. Já indiquei e sugeri o GSAN, que é gratuito, e poderia ser implantado no DAE para permitir este tipo de controle. Se foi, não apareceu isto em lugar nenhum.

Com relação aos cemitérios, bem, eles estão praticamente lotados. Se tivermos uma curva de crescimento de 5% no número de óbitos este ano, teremos atingido os limites críticos destes espaços. Jornais já anunciaram isto, e nada de concreto foi feito. Só se viu aquele movimento precário de tentar ver o que se pode fazer em termos de terreno. Mas de prático mesmo, com estudos sobre o impacto ambiental de um novo cemitério, a licitação de terreno, as obras ou pelo menos previsão de obras, nada. Será que apenas eu é quem terei meu corpo entregue a uma faculdade de medicina para dissecar para não poder ficar com a terra por cima de mim?

São problemas crônicos de saúde. Somos originados e dependentes da água. E necessitamos de espaço para que nossas famílias nos enterrem. Mas entre isto e a realidade de curto prazo, só vejo o velho discurso vazio das práticas de sempre. Muito barulho, pouco resultado, e a total inércia, tanto nossa, quanto dos nossos governantes. Se estão fazendo algo, por favor, digam. Estou aqui para divulgar e ajudar no que depender de minha nerdice a contribuir. Se quiserem que eu ajude a implantar o GSAN no DAE. o faço de maneira voluntária e sem ônus para a municipalidade. Terá que ser nos sábados e domingos, mas é a minha contribuição para sanar o problema, ou então entender o que ocorre.

Enquanto isto, escalo a montanha da rede de blogs que quer ver as coisas acontecerem na nossa cidade. Porque aqui nasci, aqui cresci, aqui trabalho. E tenho minhas mãos para ajudar e minha mente para ajudar a pensar diferente. Assim como os outros diversos pensadores, que estão contribuindo para este debate.

Ineficiência de um serviço onera outros

Quero deixar bem claro que o que escrevo é reflexo de uma análise de contexto do cenário.  É a exposição de um ponto de vista baseado em dados.

Temos o PSF (Programa de Saúde da Família) e a os mata-mosquitos (a turma do combate a dengue).  2 ações da mesma responsabilidade (saúde). Mas duas ações que poderiam trabalhar em conjunto, se compartilhassem dados e ações. Se o PSF realmente cumprisse seu papel estabelecido, de promover e monitorar a saúde, os focos de mosquito seriam rapidamente comunicados e monitoriados, o tratamento não iria lotar postos de saúde ou hospitais. E o “fumacê” seria para aqueles lugares que tradicionalmente também são focos (oficinas, borracharias, ferros velhos…).

Ou seja, o mal resultado de um afeta enormemente o trabalho de outro! O raciocínio é simples, mas até hoje, nenhuma autoridade resolveu equacionar este problema. Preferem individualizar e onerar o serviço do que realmente promover ação pública integrada.

Já cansei de blogar que entre departamentos e órgãos, o governo não sabe estabelecer o diálogo. Ou ele é apenas uma ferramenta que jamais é usada.

E vamos subindo a montanha, para fugir das infestações da preguiça mental em propor diálogo.

Saneamento básico é ação de saúde sim.

Não vou discutir sobre os benefícios de uma cidade ter seu sistema de água e esgoto bem elaborados, com cobertura em 100% dos lares. Não é minha intenção. É uma ponta da responsabilidade pública de um administrador usar isto para diminuir as inúmeras doenças que a falta de condições de saneamento tem. E Monlevade ainda não tem 100% de cobertura (para quem não conhece, recomendo ir no Egito (aquele bairro esquecido) e ver que o esgoto caminha quase a céu aberto (tem uma “canaleta” na rua principal).

Eu fico simplesmente abestalhado no que toca ao DAE de João Monlevade. Eles tem um sistema de captura de ponta (a conta é emitida na hora), mas ele não sabe gerenciar seus problemas de forma clara e organizada. E perde dinheiro com isto.

Por exemplo, já dei a idéia de usar software público para melhorar o controle e a gestão. O GSAN faz o gerenciamento de boa parte das operações de uma empresa de saneamento básico, e permite até o controle das OS´s de serviço, aumentando o controle das despesas. Ele é livre, pode ser usado por qualquer um. E ainda tem georeferenciamento, o que permite melhor detalhe possível para a boa prática de gestão de um município. Basta querer aplicar.

Eu bato na tecla que a história de nossa cidade infelizmente, os gestores jamais se preocuparam com dados. Basta ver a mínima quantidade de dados públicos disponível e acessível a qualquer cidadão. Não adianta ter portal sendo que o que se divulga é apenas propaganda e ações do governo. Dados mesmo, como prevê a boa prática, só em escalas superiores.

Gostaria que o DAE fosse transparente, como o quer o Célio Lima, que fez um post exemplar sobre o DAE. Mas infelizmente, não tenho informação para definir se o saneamento básico é tratado como saúde ou apenas mais uma fonte de despesa. Sem dados, fico especulando, e no território da especulação, tudo é extremamente delicado e difícil.

Mas lanço uma pergunta aos gestores do DAE. Quantos serviços de manutenção corretiva são feitos por mês? E os preventivos? Qual onera mais?

Daí teremos bons indicadores para um debate, sobre o saneamento básico em nossa cidade.

Fechar ou não fechar o PS do Hospital Margarida?

Eu não sei o que pensar sobre este assunto. Todas as minhas análises, se forem frias, apontarão para o fechamento do PS do Hospital Margarida, justificando:

a) Ele é deficiário em termos de recursos, já que boa parte dos atendimentos ainda é do SUS;

b) A imensa burocracia do DPVAT impede qualquer instituição de saúde de receber honestamente o dinheiro em curto espaço de tempo, comprometendo qualquer giro de capital;

c) Os recentes problemas em plantões apontam algo mais sério.

d) Muitos atendimentos ainda podem ser resolvidos na rede básica de saúde (consultórios, etc). Infelizmente, doeu, vai para o HM.

Só não vejo um motivo para fechar o PS do Hospital Margarida: O impacto social. Primeiro, porque o PA, por mais bem intencionados que alguns profissionais estejam, jamais aguentará este acréscimo de demanda. E acréscimo de demanda implicará que o PA terá que ter um modelo de negócio voltado para resultado, e não para tapar buraco e fazer curativo. Fora que o PA não tem a capacidade de ter um bloco cirúrgico para médias cirurgias. Nunca teve, nunca terá.

O PA tem um serviço de SADT  (Exames) que não atende. Não adianta protestar. Se o PA tivesse um serviço de SADT que atendesse realmente, não teria qualquer justificativa para contratos de laboratório entre o SUS e os diversos prestadores de serviço que existem por ai.  Ele teria em sua estrutura gerencial a capacidade e a logística de realizar qualquer SADT. Aliás, esta é a minha maior crítica ao Centro de Especialidades. A sua completa (ainda) incapacidade de suportar SADT´s para um centro de especialidades.

Fora que o PA teria que atender a quem possui um plano de saúde. E os planos de saúde não podem remunerar quem atende objetivamente ao SUS. Ou seja, o rombo seria enorme nas contas públicas.

Tecnicamente, fechar o PS do Hospital Margarida desafogaria o ônus que este tipo de serviço gera. Mas o impacto social disto é terrívelmente proporcional ao tamanho dos atendimentos que deixariam de ser realizados. A resposta pode ser mudar terrívelmente o modelo de gestão do PS, mas isto não se faz em curto espaço de tempo. Nem sem a intervenção de diversos agentes ligados à saúde.

Gostaria, sinceramente, que o Conselho Municipal de Saúde entendesse claramente este problema, no lugar de meras especulações e ações políticas. Saúde e política em geral não funcionam em sintonia muito boa, já que políticos tendem mais a promessa que resultado efetivo. E os vereadores, principalmente esta comissão de saúde, bem, até hoje espero que eles respondam a um post meu sobre os questionamentos que fiz. Se eles não são meus leitores, deveriam aprender a ver os diversos blogs da cidade, inclusive os que me linkam, e descobririam algumas opiniões que dariam fumaças em seus cérebros acostumados a certa letargia (não estou desacatando autoridades).

E vamos subir a montanha, esperando dias melhores.

Uma música para o fim de semana!

Dando uma sapeada na net, no blog do Cris Dias, me deparo com este vídeo:

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Realmente, dá prazer de ver.

Bom fim de semana aos leitores.

O preço de medicamentos e seus tributos

Eu estou analisando esta lista. Tranta-se de uma planilha do excel, mantida pela ANVISA.

Se você olhar friamente, verá que nosso país não trata medicamentos com responsabilidade. Verá que a tributação interfere duramente sobre medicamentos. E que, neste seguimento, não deveria ter uma tributação tão grande e exagerada.

Se você ver que Minas tributa com 18% medicamentos, você começará a pensar se realmente Aécio é tudo isto que eles anunciam ser. E trata-se de apenas mil e novecentos e pouco medicamentos. Cuja regulação e monitoramento cabe à anvisa.

Sim, nossos impostos são injustos que os impostos dos outros. É uma das facetas da perniciosa política de saúde. E ela afeta a todos, porque as farmácias estão aí para vender e repassar seus tributos.

Dados de Dezembro no TabNet do Datasus

Está no TabNet do Datasus alguns dados relevantes sobre as despesas com saúde, atualizados até dezembro de 2009.

Quem tiver tempo de brincar com as inúmeras ferramentas disponíveis, poderá descobrir, por exemplo, que a maioria das prefeituras (exceto a das grandes cidades) ainda depende da contratação de laboratórios de análises clínicas para realizar exames, e que é transferido um valor para isto.

Descobrirá que a quantidade de ultrassons realizados por prestadores externos é maior que a realizada pela própria rede pública, que tem um ultrasson (isto não ocorre somente aqui).

Entender estas demandas é conhecer um pouco sobre tendências de mercado, e havaliar políticas públicas. Por exemplo, o valor de uma ambulância é quase o mesmo de um ultrasson, que pode realizar em média 15 exames/dia. O que vai trazer maior redução da mortalidade pré-natal e diagnóstico de doenças?

Sou um eterno crítico de prefeituras que investem em ambulâncias, para remover pacientes para outros municípios. Critiquei até a compra das ambulâncias pela prefeitura daqui, como tenho a teoria de que ambulância em cidades como Monlevade servem de taxi de luxo. Mas, conforme em conversas com amigos, é uma questão de visibilidade política. Eu não entro neste meandro, porque meu espírito é prático.

Recomendo que todos devam acessar estes sites do governo. São excelentes fontes de informação para entender como ocorre o gasto público, e até propor alternativas melhores para seus representantes. Informação é poder, e cidadão bem informado é cidadão que ajuda a melhorar sua cidade.

E vamos subindo lentamente a montanha.

Onde mora a perda?

Eu sempre costumo falar e ouvir que empresa mal administrada é empresa que não tem números. Indicadores mínimos. Uma loja, por exemplo, que não conhece o perfil de seu cosumidor está fadada ao fracasso e ao abandono. Não adianta apenas entender o que o consumidor quer, mas o que ele espera. E onde ele não compra, por que ele não comprou.

Recentemente um colega me contou de um dono de supermercado, que, quando vê algum cliente sair de mãos vazias, ele aborda o cliente e pergunta: “O que o senhor buscou e não encontrou?”. Se ele encontra 2 clientes com a mesma demanda, ele manda comprar uma pequena quantidade.

Este proprietário faz um trabalho de pesquisa. Se ele observa uma tendência, ele adota uma ação para resolver o problema. Infelizmente, este não é o comportamento padrão da maioria das empresas ou mesmo do governo.

Por exemplo, se existe uma demanda contínua por determinado serviço ou recurso, por que não investigar e investir para resolver o problema? A cultura do “remendativo” é ainda a prática mais comum. E é aí que mora a perda. Se gasta dinheiro constantemente para “remendar” e não “resolver”. Entre o remendo de uma roupa e uma roupa nova, qual é a diferença do custo?

Entre um “puxadinho” e uma “nova obra”, o que gera melhor retorno? Entre uma reforma e uma nova construção, o que pode gerar mais resultado? Entre um produto novo, ou uma nova forma de comercializar o serviço, qual é a melhor solução?

Eu acompanho a evolução de alguns softwares a muito tempo, e uma coisa que estou acostumado a ver são as famosas “correções” ou “updates”. Quanto maior é o número de correções, pior é o gerenciamento do produto, porque ele não teve, em sua implementação, a quantidade de testes suficientemente rigorosos para diminuir este tipo de falha. E isto vale para diversos seguimentos.

Quando leio no Agenda Oculta que o Banho de Cidadania deveria ser uma prática constante em áreas socialmente vulneráveis, eu me recordo das poucas aulas de administração que tive, em que se fala “o que não é medido não é conhecido”. E eu aposto que poucos órgãos públicos conhecem e medem realmente e efetivamente estes lugares. E assim, o trabalho que tem tudo para dar certo, falha, porque não se conhece quais são as principais carências. Uma coisa é o “achismo”, outra coisa é a gestão eficiente. E aí, não se perde nada. Não se perdem vidas para as drogas, não se perdem clientes e não se perde dinheiro.

E vamos subindo a montanha!

Comentários…

Eu tenho escutado e lido muita baboseira com relação à crise de plantões do Hospital Margarida. Eu só tenho visto especulação, discursos vazios e populistas, e ninguém querendo realmente entender a situação dos plantões.

É aí que reside nossa parcela de imbecilidade. Alardeamos o problema, mas não nos debruçamos sobre as causas e consequências. Onde está a falha? Quem é responsável? Até que ponto a esfera política pode interferir na gestão da instuição?

Eu tenho meu cenário traçado, mas não vou atiçar lenha nesta fogueira. Basta dar uma pesquisada nos cadernos de saúde do MS para descobrir informações úteis e valiosas.

Enquanto isto, a verborragia corre solta, sem resolver o problema. Efetivamente.