Arquivo para abril de 2010

Demanda reprimida em saúde. Entendendo o problema!

Quando você vai num posto de saúde, e escuta a frase: “Você deverá comprarecer daqui a 3 meses para a consulta”, significa que existe uma demanda reprimida. Ou seja, a capacidade do atendimento é inferior a quantidade de recursos disponíveis. E isto não é culpa absoluta do governo. Os profissionais ou recursos é que são mal distribuidos.

Tente marcar uma tomografia no Nordeste, ou fazer uma ressonância no interior da região centro oeste. A fila de espera é enorme, e chega, em alguns momentos, a 6 meses. O “Equipamento” existe. Mas ele é mal distribuido, e, em vários casos, tecnologicamente defasado e não suporta a quantidade de exames que deveria suportar (lembre-se da regra de que muitas vezes o equipamento “quebra” por excesso de uso, e da falta de treinamento dos operadores).

Esta má distribuição impacta significativamente no diagnóstico de doenças. Ou seja, traz um enorme prejuizo para quem precisa identificar rapidamente um tumor, ou alguma lesão mais grave. São equipamentos caros, claro, mas deveriam estar disponíveis para populações acima de 50 mil habitantes. Se toda cidade acima deste número tivesse um equipamento destes, a demanda reprimida acabaria. E o tempo de tratamento, pelo diagnóstico ser preciso, mais ainda.

Médicos também estão ficando raros. A maioria está abandonando as especialidades mais necessárias (pediatria, urgência (traumatologia/cirurgia geral) estão cada vez mais raras e os profissionais concentrados nos grandes centros urbanos. Faltam atrativos para estimular estes profissionais a ficarem no interior, em suas cidades de origem.  Eles não vem para o interior porque dificilmente vão conseguir conversar com outros especialistas da mesma área, trocar informações. Isto é o que a maioria alega. Esquecem que existe a videoconferência, a teleconferência e discussão de casos em fóruns específicos pela internet.

Existe um problema social que estamos enfrentando, que é a extrema judicialização da saúde. Muitas liminares, processos por erros médicos, falhas no atendimento. Poucos profissionais trabalhando muito, e alguns só querendo pegar casos mais simples. Porque tem medo da justiça, de perderem e terem seu nome manchado. Coisas que a maioria das pessoas não consegue enchergar.

Outros olhares sobre a saúde são importantes e urgentes. E precisamos todos, mas todos mesmo, tentar chegar a um bom resultado.

E vamos subindo a montanha!

A difícil tarefa de despolitizar a saúde

Saúde e política não deveriam estar atrelados em seu modelo de gestão. Mas infelizmente, até a cartilha do SUS prega a necessidade de se politizar nas relações entre os diversos agentes da saúde. Não concordo, mas infelizmente, é o cenário que se desdobra.

O SUS, em sua essência, tem tudo para ser o melhor “plano” de saúde do mundo. Enquanto concepção, temos algo que está a frente de muitos países, até dos EUA (Não estou falando em tecnologia, mas em sim cadeia de valor). Temos uma série de boas idéias, pensadas e refletidas, que se fossem efetivamente levadas à sério, diminuiriam até a lotação dos hospitais. Embora mal remunerado, para a maioria dos prestadores e agentes, o SUS preconiza uma coisa essencial: gestão.

É impossível entender do SUS sem entender das letrinhas. BPA, APAC, AIH, DCIH… todas elas são cabulosas a primeira vista, mas são essenciais para que o SUS seja o que é, e o que é, também, seu maior pesadelo e lapidador.

Infelizmente, fraudar o SUS ainda é comum. Conheço inúmeros casos em que auditores sérios foram ameaçados de morte, e em casos que o prefeito recebeu armado os fiscais. Coisas que mostram a fragilidade das relações institucionais no nosso país.

Despolitizar é necessário, principalmente na Saúde. Parem de usar elementos de saúde como feitos pessoais. Não são. São de algo muito maior. São de uma nação.

Mas vou deixar para refletir mais com vocês depois.

Algo que falta aos jovens.

Falta vontade. Vejo em muitos jovens e adolescentes a falta de vontade em fazer as coisas. Claro, não estou generalizando. Mas muitos querem soluções fáceis, buscar no “Google” e não digerir o conteúdo. Leitura superficial.

Eu estou realmente impressionado. Trabalho com TI a muito tempo, e sempre escuto o discurso: faltam profissionais. Aí entopem as escolas técnicas de gente que tem preguiça de pensar, que quer apenas “estar” para obter o diploma. Teorias são chatas. A vida, em muitos momentos, é chata.

A maioria prefere a “zona de conforto”. Não querem inovar. E é incrível que eles tem uma facilidade imensa para aprender coisas novas. Outros, quando estão acostumados a uma estrutura de empresa, sequer querem pensar mais. Apenas fazem suas tarefas. Não inovam, não empreendem.

Outro dia precisei de aprender em alguns instantes como mudar algumas configurações de um sistema que utilizo no local de trabalho. O Sistema não tem uma documentação clara. Quebrei a cabeça, perguntei para quem já usava o sistema, tive respostas. Não fiquei esperando, fui atrás e consegui. E o que eu vejo é que muitos querem que apenas entreguemos informações como se fosse uma página da internet. Uma olhada superficial,. tá bom, tá legal e pronto.

Na área de saúde, existem grandes demandas de profissionais. Vejo saindo técnicos de enfermagem aos montes. Enfermeiros também. Mas quem disse que eles estão preparados para isto? A maioria sequer tem o perfil que o mercado exige. E ai se critico isto!

Fazer a diferença requer vontade, persistência e superação. Vontade para enchergar o que é que falta para você ser realmente “o cara”. Persistência para correr atrás e empreender na sua carreira. E superação para sair da zona de conforto.

E o resto, é apenas manter a escalada e o ritmo. O topo da montanha sempre aguarda resultados melhores.

Onde mora o risco

Respondo:

O risco é viver! Se quer viver, você sempre está arriscando, cada segundo.

O problema dos medicamentos e uma ótica

“Uma boa gestão pode reduzir o desperdício de medicamentos?

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por Comunidade de Saúde em Rede

pilulas

É bem provável que você tenha uma farmácia particular na sua casa, que é aquele canto do armário sempre lembrado em ocasiões como gripe, enxaqueca, cólicas e demais sintomas e doenças. Nem tudo costuma ser consumido ali, como aquele antibiótico que só foi necessário meses atrás e teve o lixo como destino final, por causa do prazo de validade vencido.

O cidadão que não aceita esse tipo de desperdício busca por alternativas. Uma delas é a compra de determinados medicamentos de modo fracionado na farmácia. Ou seja, ao invés de, por exemplo, adquirir cartelas de comprimidos a mais sem necessidade, o indivíduo leva para casa apenas o que irá consumir de acordo com o tratamento prescrito pelo médico. Infelizmente, o fracionamento ainda é um hábito ignorado pela grande maioria da população, principalmente por causa da desinformação.

Algumas instituições de saúde estão bem conscientes a respeito do desperdício de medicamentos. Recentemente, o Hospital das Clínicas lançou uma campanha bem interessante. Nela, os pacientes são orientados a devolver a sobra daqueles remédios que foram levados para casa mas que, devido ao término do tratamento, não foram mais utilizados. Dessa maneira, outras pessoas são beneficiadas pelo gesto, além de possibilitar uma boa economia para a instituição.

E quanto aos gestores de nosso sistema público? Será que eles têm esse tipo de preocupação também, de não permitir que os remédios de hospitais e demais unidades de saúde terminem no lixo por causa da validade vencida?

Ainda são frequentes as notícias sobre o desperdício de medicamentos no setor público brasileiro. Toda a sociedade perde com isso, do paciente, que fica sem um tratamento adequado, aos cofres dos governos envolvidos, que acabam amargando prejuízos. Existe também o comprometimento político da administração vigente, que fica bem difícil de reverter diante da exposição que isso costuma provocar na mídia.

Os mais céticos costumam afirmar que esse é o padrão brasileiro. No entanto, o nosso país conta com experiências que mostraram-se bem sucedidas quanto ao gerenciamento do estoque de medicamentos em unidades públicas de saúde. Em uma delas, a economia alcançou 74% em injetáveis e 70% em comprimidos, graças a um sistema informatizado de gestão que conseguiu integrar as informações de hospitais e demais unidades de saúde. Com isso, foi possível diminuir a quantidade de compra e as perdas ocasionadas por desvio ou prazo de validade.

E daqui por diante, será que veremos o crescimento de exemplos como o demonstrado acima? Caso os governantes comecem a pensar mais como aquele cidadão que não admite acúmulo de medicamentos vencidos na sua farmácia particular, a perspectiva é animadora. Fiquemos de olho então, para que o prazo de validade dessa intenção continue longe de expirar.”

Tirado daqui

No artigo, como os leitores podem verificar, se economizou de 70 a 74%. Isto é um excelente argumento que prova a minha tese de que a gestão de estoques deve ser feita de maneira profissional e totalmente integrada. Não adianta querer tentar tapar o sol com a peneira, sem validar corretamente todos os custos e informações. Isto é urgente e precisa ser feito com profissionalismo.

O que quebra uma instituição não é a lotação e baixa remuneração. É a gestão ineficiente.

E vamos subir a montanha.

AIH é um Cheque em branco. BPA é um buraco escuro

A AIH é o documento do SUS conhecido como “Autorização de Internação Hospitalar”. A AIH é originada quando um hospital ou uma unidade de saúde gera uma solicitação de internação Hospitalar, e tem o objetivo de pré-validar os dados de internação. Geralmente, se informa a patologia, e nestes casos, o AIH  ainda não é valorizado de imediato, embora se tenha uma idéia global do que representará aquela despesa. O problema maior é que estas AIHs, quando emitidas, representam um verdadeiro cheque em branco. O SUS acredita que irá receber valores de acordo com o que é comum desta despesa. As AIH´s ainda alimentam o SNA – Sistema Nacional de Auditoria. Este sistema recebe os dados oriundos dos diversos estados e faz, teoricamente, um pente fino nestes dados. Mas imagine a complexidade de se fazer isto no país… Fraudes acontecerão. Quando são detectadas, chama-se a PF. Ou aciona-se o MP. E toma um longo processo.

Já o BPA (Boletim de Produção Ambulatorial) é um buraco escuro. O sistema não tem uma ferramenta de auditoria e validação. E confesso, já vi vbizarricess graves nos dados. Uma delas é, em determinado período, se encontrar mais exames do mesmo tipo do que as consultas que deveriam ter originado estes exames (algo como 100 consultas originaram 200 hemogramas). Isto gera um alto problema para qualquer gestor interessado em manter um mínimo de controle operacional. Não é algo complexo de se resolver, desde que se invista em coleta e controle das informações.

O problema é que gestor algum de saúde, exceto os hospitalares, estão preocupados com a coerência destes dados, e liberam a esmo dados para o governo com informações incompletas, o que acaba prejudicando, e muito, as estatísticas de procedimentos realizados no país. Já encontrei dados tabulados em alguns estados que se fazem mais RX do que consultas. É quase como dizer que basta chegar sem pedido do SUS que qualquer um faz RX. Isto indica fraude. Mas infelizmente, não são todas as pessoas que se debruçam sobre dados e tem a calma e a coerência de analisar números.

Polyana, existe maneira de Monlevade alcançar padrões de Excelência no faturamento de seus atendimentos. Pense no e-Cidade como a ferramenta ideal para você implantar e melhorar a gestão da saúde. Esqueça por um tempo as guias de papel, e pense no e-Cidade como uma ferramenta de gestão que vai te ajudar a melhorar seu serviço como secretária, e a ter uma noção clara e precisa de onde se perde dinheiro, e onde ele se faz mais necessário. Se precisar de consultoria, estamos ai, e não cobro por isto! Quero ver a saúde de Monlevade como referência!

E vamos subindo a montanha!

Coesão para discutir

Recebi críticas sobre meu blog. Algumas pessoas andam interpretando este espaço como um espaço de ataque à administração municipal. Não vejo por este angulo. Quem arriscar a enveredar pelos posts, poderá ver que já apresentei idéias de sistemas municipais gratuitos, para melhorar a gestão. Software livre para as prefeituras é uma saída para fugir do paradigma do custo.

Quero e desejo o melhor para a cidade, e cobro, como cidadão, o que precisa, na minha opinião, ser revisto. Independente de qual for o gestor, de quem estiver no cargo. Pessoas estão no poder, elas não são o poder. Aquilo ali é temporário, não ad-infinitun.

Convido a todos para refletirem sobre dados, sobre como melhorar os indicadores de saúde. Idéias não me faltam, me falta é o ânimo de pensar que podem ser palavras ao vento, sem interlocutores para conversar e mesmo criticar minhas idéias. Tenho visitantes de qualidade. Mas algumas pessoas simplesmente fazem uma leitura superficial, e enchergam coisas que não escrevo ou comento. Quero sempre o melhor para minha cidade.

Já me ofereci aqui, neste espaço, para ajudar projetos de tecnologia que envolvam a melhoria dos dados da saúde em Monlevade. Dados melhores indicam caminhos que podem beneficiar a arrecadação de verbas do SUS, e até ajustar despesas. Não adianta, por exemplo, ter centros de especialidades médicas e continuar mandando ônibus para BH para consultar num “Centro De Especialidades Médicas”, como sempre vejo. A questão é racionalizar. Não gastar com o que não se pode, mas pensar em médio e longo prazo. Fazer com criatividade.

Por exemplo, as praças estão ficando boas. Realmente, a idéia de brinquedos e usar madeira reforça o conceito de sustentabilidade. Mas é necessário envolver também políticas de recuperação das estruturas de saúde. Capacitação constante, reciclagem, atualização profissional. Motes necessários e urgentes.

Como sempre falo, o subir a montanha não é fácil. Sequer é impossível. Pode ser que poucos alcancem o topo. Mas é fundamental a vontade de ver o topo. A motivação deve ser constante, tão grande quanto às criticas “a planície é legal, compre um helicóptero, vamos construir um elevador….”.  Mas sem o desafio, qual é a constante?

Imaginar é difícil aqui

Imaginar aqui está ficando difícil. Quando vejo os blogs, na maioria das vezes se evita o ato de repensar a cidade. Apenas se vende um desejo político. Nenhuma proposta concreta, nenhuma ação que possa ser implementada em curto espaço de tempo. O que me faz refletir que as pessoas de Monlevade ainda olham e legislam sempre em causa própria. Raros são os blogueiros que tem algo de concreto a dizer. A maioria não está fazendo para o arroz com feijão.

E temos que esperar, sempre, por dias que virão…

Dias diferentes, eu espero. Mas ainda dias que virão.

Solução para o lixo? Cooperativas!

Existe uma solução simples para o lixo, que algumas cidades possuem e que dá certo. No lugar do modelo assistencialista de apenas gerar emprego, por que não gerar emprego e cidadania ao mesmo tempo?

Simples, cooperativar a área de lixo, em toda a cadeia. Coleta, reciclagem e descarte.

Se você for pensar, eu posso até estar viajando terrívelmente na maionese. Mas se toda a coleta fosse feita por uma cooperativa, ela já faria a triagem, descartaria aquilo que não pode ser aproveitado e dava tratamento para os demais resíduos. Monlevade ainda não está preparada para isto, mas poderia ser implementado pela própria ATLIMARJON, se ela tivesse a ousadia de propor uma parceira no centro da cidade. Ela responsabilizaria pela coleta de todo resíduo comercial. A maioria do comércio gera dois lixos básicos: papel e plástico, ambos recicláveis. Os detritos de comida, por exemplo, poderial alimentar biodigestores, gerando biomassa para fertilização (sub produto que pode ser comercializado), e com isto, aumentar a vida útil do aterro sanitário.

Talvez a prefeitura tivesse que implementar alguma ação de apoio, como melhorar as condições do galpão, para dar este devido tratamento, e até investir nos biodigestores, mas iria gerar emprego e renda. Logística este pessoal sabe criar. Carrinhos de coleta não poluem, e podem ainda ter forte apelo ecológico (em se tratando de um partido verde…) Fora que iria promover a geração de emprego e renda. Organizar cooperativa, prover ela de um bom modelo de negócio focado na sustentabilidade poderia gerar não só a independência como sua expanção para outros bairros, gradativamente.

Depois de uns, 3, 4 anos, a cooperativa se tornaria auto-sustentável por completo, gerando muito mais que os dividendos atuais, e dando sobra (sim, as cooperativas não dão lucro, dão “sobra”), e reverter para outras iniciativas de cooperativismo.

É uma utopia, mas dá para pensar nela como algo viável. E socialmente responsável.

E vamos subindo a montanha.

Yes, We Can (Sim, nós podemos)

Estava refletindo agora a pouco, sobre estratégias políticas adotadas na campanha de Barack Obama. A sua reforma de Saúde foi um dos elementos que foram sustentados. Mas para fazer a reforma, que não teve tanta ampla maioria assim, ele teve que costurar uma verdadeira colcha de retalhos. O modelo americano de saúde não é o melhor. Também não é o pior. Mas a saúde americana é muito mais cartelizada que a nossa, e existem alguns profissionais que simplesmente hierarquirizam o processo. Basta ver alguma série médica com um olhar mais crítico que você identificará este modelo hierárquico claramente. Muitas decisões não são tomadas pela ponta da linha, porque existe uma enorme lista de superiores para serem consultados. Funciona lá, mas aqui é outra realidade, outra formação acadêmica. Não me cabe havaliar quem é mais competente, mas quem oferece menor custo final (por incrível que parece, os médicos brasileiros ainda são baratos comparados a outros médicos pelo mundo a fora. Por que você acha que existem até pacotes de saúde para o Brasil, para algumas especialidades médicas?)

O discurso do Barack sempre foi esta frase, Yes, We Can. NÓS PODEMOS. Não se colocou em momento algum a pessoa do Barack, e sim a capacidade de mudar o cenário americano. Simples, a palavra é  nós, e não EU. Coletivo, ou cooperativo.

Quando volto a esta frase, sou tentado a comparar o que ocorre aqui na minha cidade e até mesmo na nossa cultura nacional. Se desconhece totalmente os acessores, os ministros. Se conhece apenas o “manda chuva”. Lula, Aécio, Gustavo. Muitas vezes sequer a população se lembra dos demais secretários e ministros. Muitas vezes nem se sabe quem são. Só os mais polêmicos são lembrados, ou das pastas que refletem importância social. Parece que é um time de 13 jogadores, mas a torcida vê apenas 3. Coisa que nossa precariedade e nossa formação cultural marcaram (seria isto um traço do imperialismo? Sempre vemos o “rei”?). Eu confesso, que bato muito na tecla da saúde, mas estou cobrando da pessoa errada! Tenho que cobrar do Temporão, da Polyana! Eles são os gestores desta área!

Sim, reconheço que bater em alvos é fácil. Eles estão ali para isto, pois são líderes. Mas as pessoas que estão por trás, apoiando ou dando seus nomes para ocupar secretarias devem ser questionados antes de questionar o prefeito ou o vice.  E infelizmente os vereadores precisam aprender também a serem questionados. Eles ainda não tem o hábito de responder a perguntas ou aos blogs. Já disparei diversas perguntas por aqui, sem resultado. Será que estou tão ruim de audiência assim?

Existe, sim, uma grande dificuldade de entender a máquina pública. Eu confesso que preciso conversar muito com o Célio e o Marcelinho para aprender a entender os meandros deste cenário. Mas está aí, para meus leitores responderem. Vocês entendem realmente como funciona esta intrigada e complicada máquina pública? Para quem devo cobrar os problemas? O prefeito ou os departamentos, ou mesmo os secretários? Quem cobra quem? Quem não cobra?

A frase de Obama é clara. NÓS PODEMOS. Mas infelizmente esqueceram de ensinar o significado de NÓS e muito ainda explicar o que é “PODEMOS”.

Dias melhores virão, espero. Mesmo com muitas montanhas.