Hoje fui no banco (Aquele da praça do Lindinho..). Ir no banco é uma experiência meio rara para mim, pois enfrentar fila não é minha especialidade. Como não sou correntista, e os terminais de auto-atendimento em geral resolvem os problemas dos correntistas, eu tive que “tomar” minha dose de paciência. Exatos 01:35 minutos em pé. Tudo bem, milhares de pessoas enfrentam isto diariamente, me dirá o leitor. Mas vi claramente o descumprimento do estatuto do Idoso. Existiam pelo menos 15 pessoas acima de 60 anos, em pé, por um tempo de cerca de 35 minutos (menos que o meu), mas achei desrespeitoso. O ideal é que eles tivessem um atendimento menor que 15 minutos. De preferência, que eles tivessem como se sentar.
O idoso não tem a facilidade de entender a complicada e confusa tela de um terminal de auto-atendimento. Ele tem dificuldades em memorizar senhas, e a interface dos terminais é seguida de textos e frases que eles não conseguem interpretar em pouco tempo. Ainda mais quando são pessoas que tiveram apenas educação até a quarta-série, quando não são analfabetos. Falar que “existem terminais de auto-atendimento para resolver os problemas” é abusar da inteligência e desrespeitar os idosos.
Para quem é jovem, e usa a tecnologia, beleza. Mas para a população que cada dia mais envelhece, isto significa um obstáculo. Existe um “discurso” maravilhoso de responsabilidade social. Mas a prática esta dita “responsabilidade social” dos bancos é um discurso vazio e medonho.
O que eu observei também é que algumas empresas não aprenderam a lidar com a tecnologia para agilizar seus processos. Uma funcionária de uma empresa praticamente comeu 32 minutos de um caixa, pagando contas que, certamente, poderiam ser pagas por meio eletrônico ou por malotes. Simplesmente, botam a coitada na fila, e ela tem que escutar as reclamações de pessoas impacientes.
Eu estou vendo que estamos caminhando quase para cenas de Steinbeck em “As Vinhas da Ira”. E elas serão dolorosas demais para serem suportadas com tanta tecnologia que temos.