Eu vi hoje, chocado, a notícia da morte de um estudante de biomedicina, vítima da violência urbana. Não existe nada mais deprimente para um país do que perder seus promissores talentos, por pessoas ligadas ao grande mal social deste século.
Não se trata de uma notícia atual, nem sequer ela deixa de ter relevância. Milhares de histórias como a do Alcides acontecem pelos mais diversos municípios brasileiros. Mortes que vão engordar nossas imensas pilhas de dados de mortes trágicas, entupir os tribunais com inquéritos não concluidos, de culpados livres pelas ruas.
Eu não sou pessimista, mas acredito que estamos vivendo dias terríveis. Dias em que estamos enterrando dezenas de sonhos, com lágrimas de pessoas que deram mais que alimento para que aquela pessoa fugisse da regra. Fosse a excessão. Infelizmente, as estradas também tiram sonhos, e a 381 é uma fábrica de órfãos, viúvas, viúvos e outros graus de parentesco. Só que diferente da violência urbana, a violência do trânsito tem uma interferência direta do governo. Se olhassem bem as estatísticas, veremos que pelo menos uma boa parte poderia ser evitada com adoção de medidas simples e práticas. Aumentar, por exemplo, a punição dos infratores, já adiantaria muito.
Infelizmente, hoje não estou com o espírito para postar algo motivador. Deve ser tensão pré carnaval.
#1 por Fernando em 9 de fevereiro de 2010 - 21:04
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Inaceitável, inadmissível. Vivemos num país em que a vida humana não tem valor. Lembro-me das palavras de Carol Voitila, o Papa João Paulo II: “Cada pessoa é uma palavra de Deus que nunca mais será pronunciada”. Espero que as almas das incontáveis pessoas que, sistematicamente, vêem morrendo na violência e na ignorância brasileiras encontrem conforto ao lado de Deus. É o único consolo que consigo extrair desta barbárie.