Está para acontecer uma inversão de valores grande. Explico, irá se vestir um santo, e descobrir dezenas de padres e freiras. O que um gestor deveria fazer antes de assumir uma responsabilidade, é havaliar o risco inerente do colapso de outros serviços, porque se terá que gerir custos exponencialmente maiores de um processo que ainda não tem indicadores consolidados no que já é oferecido. Mudará de uma bicicleta, para um ônibus com 50 vagas, dois andares. E querendo locomover com a propulsão humana, arrastando 50 pessoas, com ar condicionado ligado.

Os elos fortes serçao enfraquecidos, e o elo mais fraco fortalecido. E não se conseguirá dar os passos necessários pela completa falta de informação. Realmente acredito que a intenção é a melhor, e torço para que seja, mas antes, qual é a resolutividade dos serviços que já são oferecidos e seu custo por pessoa? O repasse do SUS vai conseguir atender, sem aporte de recursos extra? O que teremos que fazer para melhorar esta situação ou encontrar um ponto de equilíbrio?

Acho o risco oportuno, e até socialmente responsável. Mas que outros setores terão que ser reforçados para encontrar o correto equilíbrio para isto? Que dados faltam? Onde a conta vai apertar, e quem teremos que desguarnecer? Que sustentabilidade mínima o serviço deve oferecer?

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, já diz o verso. Mas quem sabe, tem dados. E se tem, a leitura dos mesmos está correta? O olhar está pensando no todo, ou só num aspecto do problema?

Elos são rompidos quando a força externa é grande, e os elos mais fracos não dão o suporte para o elo que está recebendo o peso maior. E a escalada da montanha requer que todos os elos suportem sua parcela de peso.