Hoje falarei para um público especializado, sobre dados em saúde pública, que é um dos assuntos que trato neste bog sempre.
O convite veio da Dra. Janaína Barbosa, que é minha leitora, o que gera uma tremenda responsabilidade por minha parte.
Tenho tido bons retornos de leitores, e alguns linkam meu blog, ou fazem repercussão das minhas postagens, o que me deixa deveras feliz.
Embora não seja da área de saúde (não sou médico, sou analista de sistemas), é uma das minhas paixões pessoais. Gosto, leio, tento entender processos, seja no SUS quanto na saúde suplementar.
Gosto de falar sobre saúde, mesmo que não me respondam aos questionamentos feitos publicamente aqui (e sei que tenho leitores na prefeitura). Não tem problema. O DATASUS me fornece os dados.
Eu costumo brincar que sou um “minerador” de dados do DATASUS. Não tem uma semana sequer que descubra alguma coisa lá que contradiga as informações prestadas por “n” organismos governamentais (não estou falando da prefeitura da minha cidade). É um prazer navegar naquele site, e ver, por exemplo, prefeituras que possuem problemas sérios de gestão.
A gestão pública, exceto os assuntos de segurança nacional, devem ser tratados com transparência e legalidade. O que muitas vezes vejo é a total falta de capacidade de articulação das prefeituras de tentar entender o que o governo federal oferece, e ir buscar na própria internet, como conseguir os recursos. Está tudo lá, basta garimpar. Não tem segredo.
E os conselheiros municipais de saúde são tratados como meros “balizadores” de orçamentos públicos. Onde fica a agenda da saúde, os planos de investimento, a clareza na prestação de dados? Eu tenho leitores que são conselheiros de saúde. Ainda aguardo o convite deles para ir numa reunião do conselho (que não pode ser “fechada”). Se eles acham que não podem me convidar, está assegurada a livre participação de qualquer cidadão nas atividades do Conselho Municipal de Saúde, desde que eles não interfiram nas decisões do conselho, já que o conselho é soberano. E eu não vou interferir. Vou é dar dados. Os conselheiros precisam conhecer os dados!
E vamos falar sempre de saúde.